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Equipe econômica de Flávio Bolsonaro cita "tecnologia" como resposta para desigualdade de renda

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Equipe econômica de Flávio Bolsonaro cita "tecnologia" como resposta para desigualdade de renda
Equipe econômica de Flávio Bolsonaro cita "tecnologia" como resposta para desigualdade de renda

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 1 Set (Reuters) - A economista Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, citou nesta terça-feira o investimento em tecnologia como resposta para a redução da desigualdade de renda entre pobres e ricos no Brasil.

Questionada pela Reuters sobre qual é a proposta do programa de Flávio Bolsonaro para a redução da discrepância de renda entre pobres e ricos no Brasil, Marques afirmou que o foco está na tecnologia.

"Hoje todos nós, seja o setor produtivo, seja o brasileiro, absorvemos o efeito da gastança deste governo, da maior taxa de juro real do mundo. Uma das maiores cargas tributárias do mundo está embutida nos preços e nas dívidas das famílias e das empresas", disse Marques em coletiva de imprensa, durante o Seminário Empresarial LIDE - Cenários do Brasil, em São Paulo.

"Então, a gente inverte esta lógica no programa, enxergando na internet a infraestrutura do futuro, levando oportunidade e dignidade e capacitação na palma da mão dos brasileiros para que eles possam crescer e não ser prisioneiros de programas de assistencialismo", acrescentou.

Ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro, Marques não se aprofundou na proposta, nem nos eventuais efeitos da tecnologia para a redução da discrepância de renda no país.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente no Brasil alcançou R$3.367 em 2025, uma alta de 5,4% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda entre os brasileiros, aumentou de 0,487 para 0,491 no ano passado. Quanto maior o índice, maior a desigualdade.

Ao responder ao mesmo questionamento sobre redução da discrepância de renda no Brasil, o consultor Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro, citou a necessidade de um "tripé econômico".

"Desafio urgente: consolidação fiscal. Desafio importante: aumento de produtividade. Terceiro (item do) tripé: inclusão social produtiva", citou Sachsida.

"Vamos precisar de um amplo programa de inclusão social para dar a chance para o brasileiro voltar a sonhar", acrescentou, sem se aprofundar.

Marques e Sachsida participaram do evento do LIDE ao lado de outros economistas, como Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, Cassiana Fernandez, economista-chefe do JP Morgan, e Felipe Salto, economista-chefe da Warren.

A organização do evento informou que economistas ligados ao PT também foram convidados para o evento, mas não aceitaram. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro lideram as pesquisas de intenção de voto para o Planalto.

(Edição de Isabel Versiani)

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