Por Andrea Shalal
WASHINGTON, 23 Set (Reuters) - Os Estados Unidos estão abertos a prorrogar a trégua comercial entre com a China, que expira em 10 de novembro, ou a considerar um acordo comercial possivelmente maior, afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, nesta quarta-feira, ao sair de uma reunião com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng para preparar uma cúpula entre os líderes dos dois países.
Bessent não deu detalhes sobre um possível acordo comercial mais abrangente entre os EUA e a China após sua segunda reunião com He em quatro dias. Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, devem discutir as questões mais a fundo na Casa Branca na quinta-feira.
“No domingo, os chineses sugeriram a ideia de um acordo maior e, considerando que este pode ser um ano histórico em que os líderes se encontrem até quatro vezes — sendo esta a segunda reunião, em Shenzhen e depois em Miami —, estamos abertos à ideia de simplesmente dar continuidade ao acordo de Busan ou de analisar o acordo maior”, disse Bessent a repórteres. “Estamos de acordo com ambas as opções e faremos o que for melhor para o povo norte-americano.”
Bessent havia descrito anteriormente a reunião na sede do Banco Mundial, em Washington, como uma forma de esclarecer algumas “questões pendentes” antes da cúpula entre Trump e Xi, e afirmou que o governo Trump busca estabilidade estratégica baseada em “reciprocidade e justiça”.
Mas suas declarações após a reunião foram o sinal mais forte até agora de que uma prorrogação da trégua comercial firmada no ano passado em Busan, na Coreia do Sul, está na pauta da cúpula entre Trump e Xi.
Bessent, He e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, se reuniram em Nova York no domingo, em um esforço para preparar possíveis acordos comerciais e de inteligência artificial para que os dois líderes os analisassem. Bessent caracterizou essas negociações como “bem-sucedidas”, afirmando que os dois lados concordaram em lançar uma “linha direta” de comunicação para notificar um ao outro sobre incidentes de segurança relacionados à IA.
A resposta da China ao plano da linha direta de IA não ficou clara, com a agência de notícias estatal Xinhua reconhecendo apenas que as duas partes discutiram o tema.
(Reportagem de Andrea Shalal e David Lawder; reportagem adicional de Susan Heavey)
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