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EUA registram mais um mês de fortes ganhos de emprego em maio; taxa de desemprego permanece em 4,3%

Reuters
EUA registram mais um mês de fortes ganhos de emprego em maio; taxa de desemprego permanece em 4,3%
EUA registram mais um mês de fortes ganhos de emprego em maio; taxa de desemprego permanece em 4,3%

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 5 Jun (Reuters) - A economia dos Estados Unidos registrou mais um mês de fortes ganhos de emprego em maio, confirmando que o mercado de trabalho está ganhando força depois de tropeçar no ano passado, potencialmente dando ao Federal Reserve mais espaço para deixar a taxa de juros inalterada em meio ao aumento da inflação decorrente da guerra com o Irã.

Foram abertas em maio 172.000 vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passado, após 179.000 em abril em dado revisado para cima, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho em seu relatório de emprego nesta sexta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 85.000 empregos, depois de 115.000 em abril conforme relatado anteriormente.

As estimativas de abertura de vagas variaram de 50.000 a 125.000. O aumento se somou aos ganhos registrados nos dois meses anteriores.

Economistas estimam que a economia precisa criar entre zero e 50.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade ativa. A chamada taxa de equilíbrio caiu devido à repressão à imigração, que reduziu a força de trabalho, limitando o aumento da taxa de desemprego.

A taxa de desemprego permaneceu em 4,3% pelo terceiro mês consecutivo. A melhora na criação de vagas fora do setor agrícola reflete principalmente o baixo número de demissões. As empresas têm sido cautelosas em relação ao aumento das contratações pois lidam com incertezas, primeiro com as tarifas do presidente Donald Trump no ano passado e agora com a guerra dos EUA e Israel contra o Irã.

Até o momento, não há indicações de que o conflito no Oriente Médio, que desencadeou um aumento nos preços do petróleo e de outros produtos transportados pelo Estreito de Ormuz, esteja tendo um impacto significativo no mercado de trabalho.

O estímulo fiscal, na forma de restituições de impostos e tarifas, aumentou os lucros corporativos e permitiu que as empresas evitassem demissões em grande escala, disseram economistas.

Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas, e algumas empresas solicitaram restituições. Os lucros corporativos aumentaram em US$40,4 bilhões no primeiro trimestre e têm subido desde o segundo trimestre de 2025.

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