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Expansão do setor de serviços do Brasil ganha força em junho com recuperação da demanda, mostra PMI

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Expansão do setor de serviços do Brasil ganha força em junho com recuperação da demanda, mostra PMI
Expansão do setor de serviços do Brasil ganha força em junho com recuperação da demanda, mostra PMI

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 3 Jul (Reuters) - O crescimento da atividade de serviços ganhou força em junho diante da recuperação da demanda apesar do aumento dos preços, mas o emprego no setor caiu pela primeira vez em cinco meses, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta sexta-feira.

O PMI de serviços, compilado pela S&P Global, subiu a 51,3 em junho, de 50,4 em maio, no oitavo mês seguido de crescimento. A marca de 50 separa crescimento de contração.

Os fornecedores de serviços no Brasil relataram a retomada do crescimento de novos negócios em junho, com eventos relacionados à transmissão da Copa do Mundo, gastos com hospitalidade e atividades de mídia ajudando a sustentar a demanda. Como resultado, a produção continuou a crescer.

No entanto, a expansão em ambos os casos foi modesta, e as tendências entre os subsetores foram mistas. Houve crescimento nos serviços de transporte, informação e comunicação e serviços voltados ao consumidor, enquanto os segmentos de finanças e seguros e de imobiliário e serviços às empresas registraram contração.

"Com as empresas de serviços brasileiras atribuindo, em sua maioria, a melhora de junho ao impulso gerado pela Copa do Mundo, a recuperação provavelmente será de curta duração", alertou Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.

“Essa natureza temporária já está aparecendo em outras partes da pesquisa, com os prestadores de serviços reduzindo postos de trabalho e revisando para baixo suas expectativas de negócios.”

As empresas notaram melhora da demanda apesar de terem aumentado os preços cobrados por seus serviços em junho. A inflação de insumos também avançou em relação a maio, no ritmo mais forte desde fevereiro de 2025.

Os participantes da pesquisa relataram aumento dos gastos com commodities, produtos químicos, fertilizantes, alimentos, combustíveis, transporte e madeira.

“As empresas de serviços também estão enfrentando pressões de custos mais intensas decorrentes da guerra no Oriente Médio, embora a inflação possa ter atingido seu pico neste mês. Muitas provavelmente tentarão repassar esses custos gradualmente nos próximos meses, o que colocará ainda mais à prova a demanda", completou De Lima.

Outro ponto negativo em junho foi a queda do emprego, encerrando uma sequência de quatro meses de criação de vagas, com citações de demissões, iniciativas de reestruturação e implementação de programas de desligamento voluntário. O ritmo da contração foi o mais intenso em mais de cinco anos, segundo a pesquisa.

Os serviços voltados ao consumidor destoaram da tendência de cortes de empregos e foram a única categoria a registrar crescimento em junho.

Apesar do desempenho melhor no mês, o nível de otimismo das empresas de serviços no Brasil em relação à atividade nos próximos 12 meses caiu para o menor patamar em 11 meses.

Entre os principais fatores de preocupação estavam a eleição presidencial de outubro, instabilidade econômica e tensões geopolíticas.

Com o crescimento tanto da indústria quanto de serviços, o PMI Composto do Brasil subiu a 50,7 em junho, de 49,5 em maio, informou a S&P Global.

(Edição de Isabel Versiani)

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