BRASÍLIA — Na tentativa de criar uma agenda positiva em meio a sua maior crise política, o governo federal anunciou nesta sexta-feira a contratação de novas 25.664 novas unidades habitacionais no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. A expectativa é de gerar investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões, segundo o Ministério das Cidades.
O ministério selecionou 122 propostas em 77 municípios que serão bancadas com recursos do com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Todas as novas contratações são na faixa 1 do programa, destinada para famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil.
Com a seleção das propostas, as empresas que vão acessar os recursos para construir as unidades deverão submeter os empreendimentos à análise da Caixa Econômica Federal, para confirmar a contratação. Em março deste ano,o governo lançou o Minha Casa Minha Vida 3 e definiu como meta a construção de 2 milhões de unidades habitacionais até 2018 — o objetivo para este ano é de contratar 170 mil unidades na faixa 1.
Segundo o ministério das Cidades, a seleção dos projetos usou critérios de urbanização, infraestrutura prévia e proximidade de centros urbanos. O governo também mudou regras de instalação dos condomínios do programa habitacional, ante de selecionar as propostas. Agora, os empreendimentos terão no máximo 500 unidades por conjunto habitacional e já deverão ter infraestrutura urbana básica.
No estado do Rio, foram selecionados cinco projetos: dois em Campos dos Goytacazes, um em Volta Redonda e dois na capital.
Dessa vez, o anúncio das novas unidades do Minha Casa, Minha Vida não contou com uma cerimônia no Palácio do Planalto, como normalmente acontece. Após rumores de que deixaria a Esplanada em meio à crise política, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que o governo não parou.
— O ministério trabalhou para esse momento. O governo não parou. Esse é o primeiro anúncio de obras novas neste ano — disse o ministro.
A partir de agora, as construtoras selecionadas para as obras têm até 30 dias para confirmarem na Caixa Econômica Federal os documentos e propostas apresentadas. Se passar por essa fase, a empresa terá 150 dias para apresentar a montagem final para contratação. O Ministério das Cidades ressaltou, no entanto, que alguns projetos já estão adiantados e, por isso, as obras podem iniciar em alguns casos no próximo semestre.




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