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Ibovespa encerra na máxima do dia, perto dos 178 mil, com bancos e Vale

Estadão

Com volume financeiro muito enfraquecido pelo feriado em Nova York, sem mercados por lá nesta abertura de semana, o Ibovespa recuperou um degrau em relação ao fechamento de sexta-feira, de volta à linha dos 177 mil pontos. Nesta segunda, oscilou dos 176.210,38 até os 177.815,72 pontos, entre a mínima na abertura e a máxima no fechamento, em alta de 0,91%. Obteve assim o terceiro ganho no intervalo de quatro sessões, após uma longa sequência em correção que sucedeu os recordes de 14 de abril. O giro ficou em R$ 14,5 bilhões nesta segunda-feira. No mês, o Ibovespa ainda recua 5,07%, moderando o avanço do ano a 10,36%.

Apesar do dia negativo para o petróleo, com perdas que chegaram a ficar em torno de 7% para o Brent durante a tarde, Petrobras teve ajuste mais discreto do que a commodity, com a ON em baixa de 2,91% e a PN, de 2,43%, no fechamento. O setor metálico também recuou, embora moderadamente, com Vale ON conseguindo virar no fim, dando fôlego adicional ao Ibovespa. No fechamento, a ação da mineradora mostrava alta de 0,59%, na máxima do dia.

Destaque no segmento metálico para a queda de 3,19% em Usiminas PNA. O desempenho do setor de commodities como um todo era mais do que compensado, desde cedo, pelo avanço do setor financeiro, o de maior peso no Ibovespa, com ganhos entre as maiores instituições que chegaram a 3,39%, em Banco do Brasil ON, no encerramento. Principal ação do segmento, Itaú PN subiu 2,26%, e tanto Bradesco PN (+2,55%) como Santander (Unit +1,99%) fecharam nas respectivas máximas do dia.

Na ponta ganhadora do Ibovespa, destaque para Assaí (+8,06%), C&A (+6,70%) e Cyrela (+6,68%). No lado oposto, além de Petrobras e Usiminas, destaque para Prio (-5,98%). "O mercado vinha operando em modo de cautela, observando tanto o petróleo como as últimas pesquisas eleitorais", que vinham enfraquecendo a perspectiva de "alternância de governo" na eleição de outubro, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, acrescentando que a perspectiva de enfraquecimento do giro na sessão, com o feriado em Nova York, já vinha sendo desenhada desde a sexta-feira.

"Mas hoje houve uma virada de humor, com a possibilidade de que acordo em costura entre EUA e Irã venha a ser anunciado nas próximas horas. Teve efeito negativo para Petrobras que, pelo peso no índice, resultou em certa contenção do Ibovespa que, de outra forma, poderia ter subido hoje 1,5%, talvez até 2%", aponta Moliterno, observando que as notícias domésticas, como o desgaste da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, foram deixadas em segundo plano na sessão.

"Teve liquidez global menor hoje, combinada a uma maior propensão a risco, ainda em cima de esperança renovada para um desfecho da crise geopolítica. Há expectativa gradual para a normalização da passagem de petróleo pelo Estreito de Ormuz, o que tira pressão das curvas de juros em todo o mundo, com efeito global também para o dólar", diz Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

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