Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO, 3 Set (Reuters) - O Ibovespa reduzia o fôlego nesta quinta-feira, pressionado particularmente pela queda das ações da Vale e da Petrobras, mas também por movimentos de realização de lucros após uma série de altas que o fez se aproximar dos 189 mil pontos.
Por volta de 13h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, tinha variação negativa de 0,09%, a 185.029,15 pontos, ameaçando quebrar a série de 11 altas até a véspera. Na máxima mais cedo, alcançou 188.891,50 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$19,24 bilhões.
O desempenho robusto mais cedo teve apoio no alívio dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, após o diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, afirmar nesta quinta-feira que está inclinado a manter os juros na próxima reunião de política monetária do banco central norte-americano.
Também ajudou o viés positivo no mercado acionário dos EUA, com investidores também analisando dados econômicos antes da divulgação de números sobre o mercado de trabalho norte-americano na sexta-feira, tendo no radar ainda a escalada da tensão no Oriente Médio.
Na bolsa paulista, em meio a especulações sobre o desfecho das eleições de outubro no Brasil, agentes financeiros aguardam a divulgação de pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial no país, que tem ocupado cada vez mais as atenções nas mesas de negociações.
Também sob os holofotes está o comportamento do fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras. A trégua na saída de capital externo no final de agosto também tem alimentado expectativas de um retorno desse investidor, que sustentou um avanço robusto do Ibovespa nos primeiros meses do ano.
De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa entrou em uma tendência de alta depois de muito tempo indefinido ou em baixa. "Esse cenário abre espaço para compras em ativos que superarem suas resistências e que acompanhem o índice na tendência de valorização", afirmaram no relatório Diário do Grafista.
DESTAQUES
• VALE ON recuava 2,28%, em meio a ajustes após forte valorização recente. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 1,32%.
• PETROBRAS PN perdia 1,24% e PETROBRAS ON caía 1,72%, em meio a uma acomodação dos preços do petróleo no mercado internacional. O barril sob o contrato Brent cedia 0,15%.
• ITAÚ UNIBANCO PN avançava 0,77%, afastando-se da máxima do dia registrada mais cedo. No setor, BANCO DO BRASIL ON passou a cair 0,49%, BRADESCO PN agora recuava 0,17% e SANTANDER BRASIL UNIT subia 1%.
• CSN ON avançava 4,01%, também perdendo força após saltar quase 20% mais cedo. Fabio Schvartsman foi nomeado como o novo presidente-executivo da companhia, substituindo Benjamin Steinbruch, que assume a presidência do conselho de administração. De acordo com analistas, a mudança foi inesperada, mas atende a várias preocupações antigas dos investidores.
• PRIO ON caía 3,09%, tendo também como pano de fundo dados operacionais preliminares de agosto que mostraram queda na produção total da companhia para quase 186,1 mil barris de óleo equivalente por dia, de cerca de 196,3 mil barris em julho. No mês passado, a companhia vendeu 5,38 milhões de barris de óleo, ante quase 6,35 milhões em julho.
• AZZAS 2154 ON avançava 5,49%, ainda sob efeito da repercussão positiva do anúncio de reorganização societária anunciada pelo grupo de moda na véspera.
(Por Paula Arend LaierEdição de Pedro Fonseca, Fabrício de Castro e Igor Sodré)



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