28 Jul (Reuters) - O Ibovespa operava em alta nos primeiros negócios desta terça-feira, apesar de tensão nas bolsas globais pela queda no setor de tecnologia, com os investidores avaliando uma desaceleração acima do esperado do IPCA-15 e aguardando a divulgação de dados de produção e venda da Petrobras após o fechamento do pregão.
Às 11h38, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançava 1,07%, a 177.213,43 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 12 de agosto, subia 0,78%.
O volume financeiro somava R$5,72 bilhões.
Pouco antes da abertura do pregão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que subiu 0,06% em julho após avanço de 0,41% em junho.
A desaceleração foi bem mais ampla do que o esperado e apoiada pela queda dos preços dos alimentos, com a taxa em 12 meses aproximando-se mais da meta de inflação, a uma semana da próxima decisão do Banco Central sobre a taxa de juros.
"Para o mercado financeiro, o dado reforça a percepção de que o Banco Central ganhou mais espaço para seguir reduzindo a Selic de forma gradual. Ainda há desafios, principalmente na inflação de serviços e nas questões fiscais, mas esse resultado fortalece a expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto do Copom", disse Pablo Spyer, conselheiro da Ancord.
O otimismo apoiava quase todos os setores, enquanto os segmentos de minerais e de tecnologia recuavam em meio a um cenário exterior turbulento com a trégua dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e fortes quedas dos fabricantes de chips devido a preocupações com a concorrência chinesa e a continuidade dos investimentos em inteligência artificial.
O mercado também avalia o aumento das chances de uma alta dos juros nos Estados Unidos nesta semana, quando o Federal Reserve anunciar sua decisão de política monetária. Os mercados precificavam uma probabilidade de cerca de 35% de que o Fed eleve os juros em 25 pontos-base na quarta-feira.
DESTAQUES
• PETROBRAS PN subia 1,56% e PETROBRAS ON se valorizava 2,21%, apesar da queda do petróleo Brent de 1,55% para US$86,99 o barril. O grupo divulgará dados de produção após fechamento do pregão.
• VALE ON caía 0,67%, em linha com as perdas da commodity no exterior.
• ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,26%, em sessão positiva para os bancos. BRADESCO PN se valorizava 0,8%, SANTANDER BRASIL UNIT ganhava 1,5% e BANCO DO BRASIL ON ganhava 1,12%.
• TIM ON caía 5,3% após publicar na véspera lucro líquido ajustado de R$1,04 bilhão no segundo trimestre, 6,2% acima do desempenho obtido um ano antes.
• Telefônica Brasil ON caía 4,78% tendo como pano de fundo a divulgação na segunda-feira resultado do segundo trimestre dentro do esperado pelo mercado, com o lucro líquido 17% maior que o desempenho de um ano antes.
• Fora do índice, a holding Simpar subia 2,75% após apurar receita líquida de R$11,25 bilhões para o segundo trimestre na segunda-feira, um crescimento de 8,8% sobre o mesmo período do ano passado, segundo fato relevante.
(Por Michael Susin, em BarcelonaEdição de Pedro Fonseca e Eduardo Simões)



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