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Índice da Stone mostra alta de 2,8% nas vendas no varejo em maio na base anual

Reuters

SÃO PAULO, 10 Jun (Reuters) - As vendas do comércio brasileiro cresceram 2,8% em maio ante o mesmo período do ano passado, mas recuaram 0,8% na comparação com abril, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS), divulgado pela empresa de pagamentos StoneCo nesta quarta-feira. 

“O segundo recuo consecutivo na comparação mensal indica uma perda de fôlego da atividade varejista, especialmente nos segmentos mais dependentes de crédito", afirmou o economista e pesquisador da Stone Guilherme Freitas em comunicado.

Freitas ressaltou que o mercado de trabalho continua resiliente, o que ajuda a sustentar o consumo das famílias, mas ponderou que o elevado comprometimento da renda com dívidas e o alto custo do crédito seguem limitando uma recuperação mais consistente do varejo.

No recorte mensal, metade dos segmentos analisados apresentou retração nas vendas. Material de Construção teve queda de 2,4%, seguido por Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-1,6%), Artigos Farmacêuticos (-1,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (-0,8%).

No campo positivo, Livros, Jornais, Revistas e Papelaria foi destaque com alta de 13,4%, seguido por Tecidos, Vestuário e Calçados (+2,6%), Móveis e Eletrodomésticos (+1,5%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (+0,9%).

Na base ano a ano, apenas o item Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico teve queda, de 0,3%. A maior alta foi novamente registrada por Livros, Jornais, Revistas e Papelaria, de 15%. Na sequência, aparecem Combustíveis e Lubrificantes (11,9%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (4,6%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,4%), Móveis e Eletrodomésticos (2,5%), Artigos Farmacêuticos (2%) e Material de Construção (1,9%).

Na análise por unidades da federação, tiveram queda nas vendas em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado apenas Alagoas (-2,4%), Distrito Federal (-1,9%), Ceará (-0,2%) e Acre (-0,1%).

Entre os 23 Estados que apresentaram crescimento, o maior avanço foi registrado em Santa Catarina (5,8%), seguido por Pará (5,7%), Mato Grosso do Sul (5,5%), Amazonas e Rio de Janeiro (5,2%), Amapá (5,1%), Sergipe (4,8%), Rondônia (4,5%), Mato Grosso (3,9%), São Paulo (3,8%), Piauí e Pernambuco (3,7%), Espírito Santo (3,6%), Bahia (3,2%), Maranhão (2,8%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (2,2%), Paraná e Goiás (1,7%), Tocantins (1,6%), Rio Grande do Norte (1,4%), Roraima e Paraíba (1,1%). 

"Esse quadro reforça que a desaceleração do varejo ocorre de forma desigual entre as regiões, refletindo diferentes dinâmicas econômicas locais e distintos níveis de sensibilidade das famílias às condições de crédito e renda", acrescentou Freitas.

(Por Paula Arend LaierEdição de Pedro Fonseca)

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