SÃO PAULO – A JBS informou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de R$ 323 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 64% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior, de R$ 887 milhões. A empresa informa que se não tivesse aderido ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), o chamado Refis do governo federal, com débitos que somam R$ 4,2 bilhões, a processadora teria tido um lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no período.
A receita líquida da empresa, no terceiro trimestre, somou R$ 41,1 bilhões, leve queda de 0,1%. O Ebitda ajustado da companhia, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, foi de R$ 4,32 bilhões no período, alta de 37,4% na comparação anual, quando o Ebitda da companhia havia sido de R$ 3,1 bilhões.
A empresa conseguiu reduzir seu endividamento, que estava em 4,16 vezes o Ebitda ao final do segundo trimestre. Em setembro, a relação de endividamento líquido ficou em 3,42 vezes o Ebitda. No terceiro trimestre, a companhia conseguiu reduzir em R$ 4,8 a dívida líquida, que estava em R$ 50,3 bilhões ao final de junho para R$ 45,5 bilhões. Um ano antes, a alavancagem registrada foi de 4,32 vezes.
“Alcançamos resultados excelentes, devido principalmente ao forte desempenho das nossas operações internacionais e da evolução relevante apresentada pela Seara. Adicionalmente, tivemos uma melhoria significativa na geração de caixa livre, que veio principalmente das nossas operações, impulsionando a nossa liquidez e reduzindo significativamente a nossa alavancagem. Nossa liquidez total ao final do trimestre foi superior ao nosso endividamento de curto prazo”, comentou Gilberto Tomazoni, Global Chief Operating Officer da JBS.
A queda das vendas de carne bovina no Brasil foi de 31,4% no Brasil, diante da necessidade de redução dos abates, informou a empresa. O Brasil responde por 12% dos negócios da JBS.
A delação de seus controladores Joesley e Wesley Batista, que estão presos acusados de manipulação do mercado financeiro, criou uma crise reputacional para a empresa, que vem perdendo valor de mercado. Segundo a consultoria Economática, a empresa que chegou a valer R$ 48 bilhões em 2015, atualmente tem valor de mercado de R$ 21 bilhões.

