A MBRF espera ter crescimento de até 50% nas vendas dos produtos Sadia durante a Copa do Mundo de 2026, apoiada pelo calendário dos jogos da seleção brasileira, pelo avanço do consumo em categorias ligadas ao churrasco e pela expansão dos canais digitais de compra. A avaliação é do diretor de Marketing e Inovação da companhia, Luiz Franco, que vê o torneio como uma das principais oportunidades de consumo do ano para marcas como a Sadia.
"Se compararmos a Copa de 2022 com a Copa desse ano, acreditamos que possa chegar a ter até 50% de aumento de vendas", afirmou o executivo, em evento com a imprensa sobre as estratégias da Sadia para a Copa do Mundo de 2026, realizado na terça-feira, 2.
Segundo Franco, estudos da Scanntech indicam que diversas categorias relacionadas ao consumo durante eventos esportivos já apresentam forte crescimento. Entre os itens indiretamente ligados ao negócio da MBRF, as vendas de churrasqueiras avançam cerca de 200%, enquanto as de air fryers registram alta de 120%. Já entre os produtos diretamente relacionados ao consumo de proteína, a picanha cresce 53% e a maminha, 50%. "É uma série de fatores que corroboram e colocam a MBRF e a marca Sadia muito bem posicionadas para capturar esse aumento de vendas", disse.
A companhia também aposta na configuração da tabela da fase de grupos da Copa para sustentar o consumo. De acordo com o executivo, os horários dos jogos da seleção coincidem com momentos tradicionalmente associados ao lazer e à alimentação dos brasileiros, como noites de sexta-feira e quarta-feira, além do sábado.
"Esse tipo de horário de jogo, que já está no hábito do brasileiro, alavanca muito mais o consumo. A gente acredita muito que o brasileiro vai estar muito à vontade com os horários e os dias dos jogos", afirmou.
Dados da última Copa do Mundo reforçam a expectativa da empresa. Franco citou como exemplo a partida entre Brasil e Camarões, disputada em uma sexta-feira. Na véspera do jogo, as vendas de linguiça frescal embalada dobraram, enquanto a linguiça defumada registrou crescimento de duas vezes e meia e o salame teve vendas três vezes superiores ao normal. "Costumamos dizer que torcer dá fome, literalmente. E as pessoas exercem isso no seu ato de compras para depois exercer no seu ato de consumo", comentou.
O executivo também rebateu a percepção de que o interesse dos brasileiros pelo torneio estaria menor nesta edição. Como evidência, citou a audiência do amistoso da seleção brasileira com o Panamá no último domingo. "O jogo de domingo teve a maior audiência da TV brasileira em 2026", afirmou. "A gente tem indícios de que essa Copa do Mundo vai ser efetiva em termos de consumo, seja consumo de mídia, seja consumo de alimentos na ponta", completou.
Outro fator que reforça as projeções da MBRF é a consolidação dos canais digitais. Segundo Franco, cerca de 50% dos consumidores já consideram realizar compras online ou por delivery durante o torneio, reduzindo barreiras para o abastecimento próximo aos jogos. "O consumidor aprendeu a usar canais alternativos online, varejos menores e delivery", disse.



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