BRASÍLIA - Em entrevista à rádio Bandnews, na manhã desta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi questionado em relação à lentidão da retomada dos empréstimos para as empresas. Disse que já era um quadro esperado porque elas se endividaram muito na recessão. E que estão num período de equilibrar as contas, ou seja, de alavancagem. Frisou que elas chegaram a um nível de estabilidade. E que – devagar – começam a surgir os sinais de que e começam a aumentar o número de empréstimos. O ministro disse, entretanto, que o ritmo de crescimento do crédito não deve ter o mesmo ritmo porque há um grande espaço não utilizado nas fábricas.
— Tem setores com 50% da capacidade ociosa. Temos espaço para crescer usando a capacidade instalada — ressaltou Meirelles, que disse que esse cenário abre espaço para uma aceleração ainda mais forte da economia:
— Dá espaço maior para o crescimento maior.
Sobre juros, o ministro disse que o Banco Central tem dado sinalizações muito claras para novas quedas. Disse que a previsão para a inflação neste ano está no piso da meta e frisou que isso “é bom”.
— Existe aí um espaço para corte de juros. É uma decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) e autônoma.
Em relação a possíveis novas medidas, o ministro disse que enviará o projeto de recuperação judicial das empresas nesta ou na próxima semana ao Congresso Nacional. Falou que, na crise de 2008, 400 empresas estavam em recuperação. Agora, há cerca de quatro mil companhias nessa situação e que as mudanças na lei devem ajudar a resolver esse processo.

