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Ministro do Planejamento diz que decisão do PSB não deve prejudicar aprovação de reforma da Previdência

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, minimizou, nesta terça-feira, a decisão do PSB de se posicionar contra a reforma da Previdência. Segundo ele, o governo continua confiando na aprovação da proposta, que deve ser votada na comissão especial da Câmara que analisa o assunto na próxima terça-feira. Segundo Oliveira, cada partido tem questões internas, mas isso não deve contaminar as demais siglas.

— Continuamos com o trabalho de diálogo com todas as bancadas e todos os partidos. A proposta está muito palatável e atende às nossas necessidades de adequação das contas públicas — afirmou o ministro depois de participar de debate sobre a reforma da Previdência organizado pelo jornal Correio Braziliense.

Durante o evento, Oliveira afirmou que a reforma é justa, pois torna o regime de aposentadorias mais equilibrado ao mesmo tempo em que beneficia categorias menos favorecidas. Ele lembrou que o tempo de contribuição dos trabalhadores rurais, por exemplo, foi mantido em 15 anos. Com isso, esse grupo vai contribuir para a Previdência ao longo da vida com o equivalente a 9,6 salários-mínimos para receber em benefícios 239 salário-mínimos (considerando a expectativa de vida da população).

O ministro defendeu a reforma destacando que, se ela não for feita, a Previdência vai ocupar cada vez mais espaço dentro das despesas do governo e inviabilizar a gestão das contas. Esses gastos somam hoje 54% do total das despesas sendo que, sem a reforma, o montante chegará a 85% em 2026. Com as mudanças propostas, o número também vai subir, mas para 76%.

— Se nada for feito, o sistema fica inviável. A Previdência está corroendo o orçamento de todas as outras áreas do governo — disse Oliveira.

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