Por Maria Martinez
BERLIM, 27 Mai (Reuters) - A ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, disse nesta quarta-feira em Pequim que uma relação econômica moderna exige tanto cooperação quanto concorrência.
"A concorrência nos torna mais fortes, a cooperação gera estabilidade e a inovação gera progresso compartilhado", disse Reiche em sua primeira viagem à China.
A Alemanha, terceira maior economia do mundo, tem sido particularmente exposta ao crescente protecionismo e às mudanças no comércio global, pressionada pela crescente concorrência da China, bem como pelas tarifas de importação dos Estados Unidos.
Com um volume de comércio de cerca de 250 bilhões de euros, a China foi novamente o maior parceiro comercial da Alemanha em bens em 2025 e cerca de 5.000 empresas alemãs estão atualmente ativas na China.
Reiche enfatizou que a Alemanha está buscando o diálogo com a China porque são necessárias condições competitivas justas.
"Nossas empresas não se esquivam da concorrência", disse Reiche. "Mas a concorrência deve ser moldada e organizada de forma que seja de benefício mútuo."
As exportações alemãs para a China caíram cerca de 10% em 2025, para cerca de 80 bilhões de euros, enquanto as importações da China aumentaram para cerca de 170 bilhões de euros, resultando em um déficit comercial.
A ministra está viajando com uma delegação que inclui altos executivos da BASF, Thyssenkrupp e Siemens Energy, entre outros.
(Reportagem de Andreas Rinke e Christoph Steitz)




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