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Novo ministro, Durigan diz que trabalho na Fazenda será de continuidade da gestão Haddad

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira, 20, que a sua gestão vai marcar a continuidade do trabalho feito pelo seu antecessor, Fernando Haddad. Ex-secretário-executivo da pasta, Durigan assumiu o cargo na manhã desta sexta, após a saída de Haddad, que vai disputar o governo de São Paulo pelo PT.

"O que guia a prioridade da minha gestão no Ministério da Fazenda é a conexão entre os bons resultados da macroeconomia que a gente teve depois desses três anos com a conexão real, com o resultado completo na vida das pessoas", disse Durigan. "Eu começo agradecendo ao presidente Lula pela confiança em mim depositada."

O novo ministro atribuiu os bons resultados da economia ao enfrentamento de "desigualdades fiscais" no País, destacando que foi feito um ajuste de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) no orçamento público. Ele prometeu enfrentar as desigualdades no País - destacando, por exemplo, o corte de benefícios tributários -, e realizar um trabalho de consolidação fiscal com justiça social.

Disse, ainda, que a Fazenda vai continuar se debruçando sobre a agenda internacional, com novas emissões de títulos públicos sustentáveis no mercado europeu. O Tesouro Nacional já havia anunciado a intenção de realizar essas emissões. "Nós vamos tratar muito dos títulos no exterior", afirmou.

O ministro citou, na agenda internacional, a importância de avançar com o Eco Invest e os ganhos com a ratificação do tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE). Disse, ainda, manter o compromisso com um "projeto de soberania para o País" e a intenção de avançar no ganho de produtividade.

Durigan defendeu, ainda, a eficiência do gasto público e o desenvolvimento econômico. Ele citou, neste último ponto, a importância de regulação e aperfeiçoamento do mercado de crédito no País, mencionando os fundos de investimento e a relação entre o Banco Central e o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

O ministro disse, ainda, que vai dar prioridade ao que chamou de "agenda digital", com o objetivo de atrair investimentos na área de tecnologia e promover uma "regulação equilibrada" do setor. Da mesma forma, defendeu a concorrência das plataformas digitais para diminuir custos e o trabalho em relação à Inteligência Artificial (IA).

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