O Nubank registrou lucro líquido de US$ 871 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 41% em relação ao mesmo período do ano passado, desconsiderando os efeitos do câmbio, expansão puxada pelo avanço do crédito e das receitas.
O retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) foi de 29%, ante 27% um ano antes e 33% no trimestre imediatamente anterior, se mantendo entre os maiores do setor financeiro.
O fundador e CEO do Nubank, David Vélez, destaca em comentário no balanço que a receita superou os US$ 5 bilhões pela primeira vez na história da fintech. Ele destaca que a inteligência artificial têm sido um "fator relevante para a expansão significativa da carteira de crédito nos últimos doze meses, permitindo crescer limites com resiliência, e não apenas com velocidade".
A receita financeira líquida de juros (NII, na sigla em inglês) atingiu um recorde de US$ 3,25 bilhões no primeiro trimestre, alta de 12% na comparação trimestral. Já a margem líquida de juros cresceu para 21,1%, refletindo o crescimento da carteira de crédito em ritmo superior ao dos passivos, segundo o balanço.
A carteira de crédito total teve crescimento anual de 40% e de 7% no trimestre, para US$ 37,2 bilhões, com cartões de crédito respondendo por US$ 24,3 bilhões, crédito sem garantia aproximadamente em US$ 10 bilhões e com garantia em US$ 3 bilhões.
Na qualidade da carteira de crédito, a inadimplência acima de 90 dias foi de 6,5%, em comparação a 6,4% no primeiro trimestre de 2025 e a 6,6% no quarto período do ano passado. A inadimplência mais curta, abaixo de 90 dias, fechou em 5%, em comparação a 4,1% no quarto trimestre e 4,8% há um ano.
As provisões para perdas de crédito fecharam em US$ 1,79 bilhão, alta de 33% no trimestre, impulsionadas por três dinâmicas: sazonalidade, crescimento da carteira e mix de produtos, e não tem relação com piora da qualidade da carteira, ressalta o diretor financeiro, Guilherme Lago. "Não posso garantir que o ciclo de crédito não vá piorar, ninguém poderia, o que posso garantir é que temos monitoramento muito próximo de todos os indicadores de inadimplência."
A base de clientes alcançou 135,2 milhões ao fim de março, crescimento anual de 14%. No Brasil, o banco digital atingiu 115 milhões de clientes. No México, superou 15 milhões e na Colômbia se aproxima de 5 milhões, de acordo com o balanço.
Ainda nos indicadores, o NIM Ajustado ao Risco ficou em 9,5%, queda de 100 pontos-base em relação ao quarto trimestre de 2025. A taxa de eficiência atingiu 17,6%, de 21,4% há um ano.




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