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Núcleo da inflação no Japão acelera em junho, mas fica abaixo da meta

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Núcleo da inflação no Japão acelera em junho, mas fica abaixo da meta
Núcleo da inflação no Japão acelera em junho, mas fica abaixo da meta

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 24 Jul (Reuters) - O núcleo da inflação no Japão acelerou em junho, mas permaneceu abaixo da meta de 2% do banco central pelo quinto mês consecutivo, sugerindo que as empresas ainda não repassaram de forma agressiva o aumento dos custos dos insumos às famílias.

No entanto, analistas esperam que a inflação ao consumidor acelere ainda este ano, à medida que o recente aumento nos preços ao produtor devido à alta nos custos de combustível e importações decorrentes do conflito no Oriente Médio e pela desvalorização do iene se reflita na economia como um todo.

A queda do iene para o menor nível em quatro décadas provavelmente aumentará a pressão inflacionária e manterá vivas as expectativas do mercado de novos aumentos na taxa de juros pelo Banco do Japão, afirmam analistas.

“As perspectivas para a inflação dependerão em grande parte dos desdobramentos no Oriente Médio e de seu impacto sobre os preços globais das commodities”, disse Sarah Tan, economista da Moody’s Analytics.

“A preocupação é que o crescimento nominal dos salários possa não acompanhar o ritmo da inflação, o que pesará sobre os salários reais e reduzirá os gastos do consumidor. Uma nova desvalorização do iene intensificaria ainda mais a inflação importada.”

O núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui os preços voláteis dos alimentos frescos, subiu 1,6% em junho na base anual, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, em linha com a expectativa do mercado e acelerando em relação ao aumento de 1,4% registrado em maio.

O aumento deveu-se, em parte, ao efeito de base da queda acentuada nos preços da gasolina no ano passado causada por subsídios do governo.

Um índice que exclui tanto os alimentos frescos quanto os combustíveis, acompanhado de perto pelo Banco do Japão como um indicador mais preciso da inflação subjacente, subiu 1,7% em junho na base anual, após alta de 1,8% em maio.

Os dados estarão entre os fatores que o banco central analisará em sua reunião de política monetária na próxima semana, na qual se espera manutenção da taxa de juros.

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