O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta terça-feira, 22, acompanhando perspectivas de um Federal Reserve (Fed) mais restritivo. A visão foi reforçada por declarações de dirigentes do banco central americano, o que contribuiu para uma elevação dos rendimentos dos Treasuries. O movimento pressiona o metal, uma vez que a commodity não rende juros.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,17%, a US$ 4.376,4 por onça-troy. A prata para dezembro subiu 0,18%, a US$ 66,53 por onça-troy.
O presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, afirmou nesta terça que a inflação é atualmente o lado mais problemático do duplo mandato da autoridade monetária e que os riscos para a estabilidade de preços superam os riscos para o máximo emprego. Segundo ele, isso justificou a alta de 25 pontos-base nos juros promovida pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) na semana passada.
Barkin lembrou que a inflação está acima da meta de 2% há mais de cinco anos e destacou que mais de 60% dos componentes do índice PCE avançam mais de 3% em termos anuais.
A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, afirmou que apoiou a decisão do Fomc na semana passada e disse enxergar agora maior probabilidade de cenários em que a inflação permaneça "notavelmente acima de 2%". Segundo a dirigente, uma taxa dos Fed Funds "um pouco mais restritiva" ajudará a garantir que a inflação retorne de forma duradoura à meta.
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