O contrato mais líquido do ouro operou em baixa nesta quarta-feira, 29, em uma sessão de expectativa pela decisão do Federal Reserve (Fed) e marcada pelo recrudescimento das tensões no Oriente Médio. Ataques de Estados Unidos e Irã na região voltaram a elevar os prêmios do risco do petróleo, retomando os temores com as pressões inflacionárias e a alta nos rendimentos dos títulos públicos.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em baixa de 0,06%, a US$ 4.036,3 por onça-troy. A prata para setembro subiu 0,97%, a US$ 58,089 por onça-troy.
Ainda que o Fed mantenha juros no nível atual, o cenário sugere um impulso para que o banco central volte a elevar as taxas, algo que será observado com atenção na coletiva do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, após a decisão desta quarta.
"Atualmente, os mercados atribuem uma probabilidade de cerca de um em três para um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros, com as autoridades monetárias ponderando a inflação mais moderada de junho frente às renovadas pressões inflacionárias decorrentes da alta dos preços do petróleo", diz Soojin Kim, analista do MUFG. "Embora o ouro tenha caído quase 25% desde o início do conflito, o metal manteve-se sustentado em torno do patamar de US$ 4.000 a onça, graças a compras constantes durante as quedas de preço". aponta.
Bank of America (BofA) e o Citi veem sinais de que dois membros votantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) - Beth Hammack (Fed Cleveland) e Lori Logan (Fed Dallas) - votarão pelo aumento da taxa de juros. "A visão de manutenção em julho é uma decisão mais apertada do que esperávamos após a inflação suave de junho", afirmou Mark Cabana, economista do BofA.
*Com informações Dow Jones Newswires.



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