O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, 8, apesar de encerrar a semana no negativo, em um mercado atento aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. As cotações reagiram ao aumento da tensão no Estreito de Ormuz, onde Estados Unidos, Irã e Emirados Árabes Unidos trocaram ataques, mesmo sob um cessar-fogo formalmente em vigor.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em alta de 0,64% (US$ 0,61), a US$ 95,42 o barril.
Já o Brent para julho fechou em alta de 1,23% (US$ 1,23), a US$ 101,29 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Na semana, porém, ambos acumularam queda de 6,39% e 6,36%, respectivamente.
Forças militares dos EUA afirmaram ter atingido petroleiros iranianos vazios que tentavam contornar o bloqueio naval norte-americano contra portos iranianos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagiu e disse que Teerã está totalmente preparado para reagir a eventuais ações militares dos norte-americanos.
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) informou nesta sexta que forças navais iranianas apreenderam o petroleiro Ocean Koi no Mar de Omã. Estados Unidos e Irã também trocam ataques no Estreito de Ormuz.
Para a Capital Economics, as condições de oferta do petróleo tendem a seguir apertadas por alguns meses, já que a recuperação dos fluxos levará tempo. "Com isso, é provável que as cotações permaneçam voláteis ao longo do segundo semestre deste ano".
Já a Fitch Ratings avalia que o petróleo deve seguir valorizado no curto prazo enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado.
Nesse contexto, o Brent tende a oscilar entre US$ 100 e US$ 110 por barril de maio a julho. Mais adiante, porém, a agência vê um quadro de excesso de oferta, o que deve abrir espaço para recuo das cotações nos meses seguintes.



