BRASÍLIA - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse que o presidente Michel Temer destacou, no encontro com parlamentares e governadores nesta terça-feira, que é preciso aprovar a reforma da Previdência devido ao peso do sistema previdenciário nas contas públicas. Pezão defendeu a aprovação da reforma da Previdência, mas admitiu que como governador do Rio tem pouca influência junto à bancada de deputados federais.
O governador permaneceu em Brasília para acompanhar a votação dos destaques apresentados ao projeto da renegociação das dívidas dos estados - fundamental para o Rio.
— O encontro (com Temer) foi ótimo, tranquilo. A gente não tem essa liderança assim forte em cima da bancada federal, mas pode pedir, trabalhar, tem outros governadores que são mais fortes junto à bancada federal. Mas todos são favoráveis. O problema hoje dos estados é a Previdência pública — disse Pezão ao GLOBO.
Quando ao projeto da dívida, Pezão disse que espera que todos os destaques sejam derrubados na votação desta terça-feira e que o projeto siga para o Senado. Segundo o governador, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), prometeu uma aprovação rápida no Senado assim que o projeto das dívidas for para aquela Casa.
— Ele disse que vota rápido no Senado, porque esse projeto já veio do Senado. Quero que vote rápido para ir para o Senado — disse o governador.
Ele disse que o governo do Rio poderá adotar novas medidas para melhorar as finanças com a aprovação da renegociação das dívidas e da própria reforma da Previdência.
— O déficit da Previdência do Estado é de R$ 12,1 bilhões. Com a reforma a reforma da Previdência e as medidas tomadas aqui (no projeto da dívida), ajuda muito, porque tomaremos medidas lá, no governo — disse o governador.
Pezão disse que, assim como o estado, a cidade do Rio de Janeiro também deverá enfrentar problemas para pagar salários. Neste terça-feira, o prefeito Marcelo Crivella disse que o município vive uma crise imensa. Segundo ele, não haverá caixa para o pagamento de salário em setembro na atual condição do município.
— Está difícil para todo mundo. Ele vai ter problema na Previdência também. A Previdência (do município) do Rio vai ter problema, que não começou ainda, que é não cobrar dos inativos — afirmou.

