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PIB da China tem maior alta em uma década, mas desacelera no quarto trimestre

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - A economia da China cresceu 8,1% em 2021 e 4% no quarto trimestre, em ritmo mais lento em razão de uma demanda mais fraca, novas restrições com a pandemia e problemas no setor imobiliário.

É o maior crescimento anual desde 2011 (9,6%) da segunda maior economia do mundo e maior parceiro comercial do Brasil, mas grande parte desse desempenho se deu no primeiro semestre do ano passado.

O resultado trimestral, por outro lado, desacelerou ante os 4,9% do terceiro trimestre e foi o mais fraco dede o segundo trimestre de 2020.

A economia chinesa, que esfriou ao longo do ano passado, agora precisa enfrentar ventos contrários em 2022, incluindo a fraqueza persistente do mercado imobiliário e os efeitos da disseminação local da variante ômicron, altamente contagiosa.

As exportações, que foram uma das poucas áreas de força em 2021, também devem desacelerar, enquanto o governo deve continuar sua repressão às emissões industriais.

Surtos recentes de coronavírus no período resultaram em bloqueios rigorosos que prejudicam o consumo.

Ao mesmo tempo, a inadimplência de crédito de alto perfil por desenvolvedores de imóveis chineses, notadamente o Evergrande Group, minava a confiança entre compradores e investidores imobiliários.

O crescimento lento levará à flexibilização monetária e ao apoio fiscal neste ano, preveem economistas, depois que o governo no mês passado prometeu manter a estabilidade.

Os formuladores de políticas prometeram evitar uma desaceleração mais acentuada, antes de um importante Congresso do Partido Comunista no final deste ano.

O banco central também pode injetar mais dinheiro na economia em vez de cortar as taxas de juros de forma muito agressiva, disseram especialistas em políticas e economistas.

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