O ministro da Agricultura, André de Paula, disse que o Plano Safra 2026/27 para agricultura empresarial, que começa em 1º de julho, vai superar o volume de recursos destinados à safra atual. "Estamos trabalhando há algum tempo no novo plano safra, que deve ser anunciado agora no fim de junho.
O governo do presidente Lula apresentou nos três primeiros Planos Safras volumes muito consistentes, números muito expressivos. Ano após ano esses números vêm se elevando", disse o ministro a jornalistas ao participar do embarque da primeira carga de uvas sem tarifa à UE em Petrolina (PE). "Não tenho dúvida de que seguiremos avançando. No ano passado foram R$ 516 bilhões e neste ano serão mais", assegurou o ministro.
No Plano Safra 2025/26, o governo ofereceu R$ 69,1 bilhões para médios produtores por meio do Pronamp, R$ 258,6 bilhões em recursos para demais produtores e cooperativas e R$ 188,5 bilhões de CPRs originadas de recursos com direcionamento obrigatório para demais produtores Somando médios e grandes produtores, foram ofertados R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial, incluindo as CPRs direcionadas.
Para o ministro, além do aumento dos recursos, o desafio do próximo Plano Safra será as taxas de juros aplicadas nos financiamentos. "A nossa preocupação está também na questão dos juros, porque precisamos fazer com que esses recursos disponíveis caibam no bolso do produtor. As taxas de juros praticadas hoje inviabilizam isso. Queremos ter juros compatíveis, juros de um dígito", afirmou o ministro sobre as prioridades da pasta. Na safra atual, os juros aplicados nas linhas da agricultura empresarial vão de 8,5% ao ano a 14% ao ano.
Outra prioridade será o fortalecimento do seguro rural para a safra 2026/27, disse o ministro, citando a "tempestade perfeita" que atinge o setor. "As commodities estão com preço baixo, existe um endividamento histórico dos produtores no campo e as questões climáticas se avolumam. Portanto, é cada vez mais necessário trabalhar na questão de um seguro rural", afirmou De Paula.




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