Empregadores nos Estados Unidos anunciaram planos de cortar 83.387 vagas em abril, alta de 38% ante março, mas queda de 21% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (7) pela Challenger, Gray & Christmas. Apesar do avanço mensal, o total acumulado no ano soma 300.749 demissões planejadas, recuo de 50% na comparação anual.
O levantamento aponta que abril registrou o terceiro maior volume de cortes para o mês desde 2009, atrás apenas de abril de 2025 e do auge da pandemia, em abril de 2020.
As empresas de tecnologia seguiram liderando os anúncios de demissões, muitas vezes ligados a investimentos em inteligência artificial (IA). Segundo Andy Challenger, vice-presidente sênior da consultoria, os recursos destinados a funções tradicionais estão sendo redirecionados para IA. Pelo segundo mês seguido, a IA foi o principal motivo citado para cortes, com 26% do total de vagas eliminadas em abril. No acumulado do ano, a tecnologia representa cerca de 16% de todos os cortes anunciados.
Já os planos de contratação caíram 69% em abril ante março e recuaram 38% na comparação anual. No acumulado de 2026, o número de contratações anunciado foi 13% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
O relatório da Challenger antecede a divulgação do payroll, principal indicador do mercado de trabalho dos EUA, prevista para esta sexta-feira, 8. Ao longo da semana, outros dados mostraram sinais mistos: o relatório Jolts apontou redução na abertura de vagas em março, embora o resultado tenha superado as expectativas do mercado, enquanto o ADP indicou criação de empregos no setor privado marginalmente acima do esperado em abril.



