A mediana das previsões do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para o déficit primário do setor público consolidado em 2026 permaneceu em 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) pela 5ª semana consecutiva. A meta fiscal deste ano é de um superávit primário de 0,25% do PIB nas contas do governo central, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.
Para 2027, a mediana para o déficit oscilou de 0,41% do PIB para 0,40%. Há um mês, era de 0,42%. O alvo do próximo ano é um superávit de 0,50% do PIB, também com intervalo tolerância de 0,25 ponto porcentual.
As projeções de fiscal do Focus costumam indicar déficits maiores do que a meta do governo por duas razões. Elas se referem ao setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e empresas estatais, exceto Petrobras e Eletrobras), enquanto o alvo vale apenas para o governo central. Além disso, vários gastos não são contabilizados na meta fiscal, como o pagamento de precatórios.
Déficit Nominal
A estimativa intermediária para o déficit nominal de 2026 permaneceu em 8,50% do PIB. Há um mês, era de 8,58%. Já a mediana para o rombo nominal de 2027 seguiu em 8,00% do PIB pela 4ª leitura seguida.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.
A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2026 caiu de 70% do PIB para 69,90%. Há um mês, era de 70%. A estimativa intermediária para 2027 seguiu de 73,80% pela 2ª leitura consecutiva. Quatro semanas atrás, estava em 73,85%.
Setor externo
A mediana das estimativas do mercado financeiro no relatório Focus para o déficit em transações correntes do Brasil em 2026 passou de US$ 67,40 bilhões para US$ 66,80 bilhões. Há um mês, era de US$ 67,70 bilhões.
A projeção para o déficit de 2027 caiu de US$ 65,0 bilhões para US$ 64,50 bilhões. Há um mês, era de US$ 65,0 bilhões.
As expectativas do mercado sugerem que o déficit em conta corrente continuará sendo financiado pelos Investimentos Diretos no País (IDP). A mediana para entrada líquida em 2026 seguiu em US$ 75,00 bilhões, pela 5ª semana seguida. A projeção para 2027 permaneceu em US$ 78,50 bilhões. Há um mês, ela estava nesse mesmo nível, mas oscilou durante o período.
A mediana de superávit comercial em 2026 aumentou de US$ 69,56 bilhões para US$ 70,0 bilhões. Há um mês, era de US$ 68,38 bilhões.
A projeção para o superávit comercial de 2027 subiu de US$ 72,85 bilhões para US$ 73 bilhões. Quatro semanas antes, era de US$ 72,30 bilhões.
No Relatório de Política Monetária (RPM) do 4º trimestre de 2025, o Banco Central estimava um déficit de US$ 60 bilhões na conta corrente em 2026, com entrada de US$ 70 bilhões em IDP. Para o superávit comercial, a estimativa era US$ 64 bilhões neste ano.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

