A produção industrial brasileira está 16,5% abaixo do pico histórico registrado em maio de 2011 e apenas 0,2% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Os dados foram destacados por André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após a divulgação dos resultados de setembro.
A produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, registrando a retração mais intensa para o mês desde 2022, quando recuou 1,6%.
Segundo Macedo, a sequência de resultados negativos e de menor intensidade da indústria nos últimos meses vem reduzindo gradualmente a distância em relação ao nível anterior à pandemia. Em abril deste ano, a produção estava 4,5% acima de fevereiro de 2020. O saldo positivo caiu para 3,4% em maio, 1,8% em junho, 1,7% em julho, 1% em agosto e chegou a apenas 0,2% em setembro.
De acordo com o gerente, essa é a menor diferença positiva em relação ao patamar pré-pandemia desde dezembro do ano passado.
Ele ressaltou, porém, que o indicador já chegou a ficar no campo negativo em outros momentos, como em maio de 2024, quando a produção estava 1,7% abaixo de fevereiro de 2020.
"Esse distanciamento em relação ao patamar pré-pandemia está em 0,2%. É o menor distanciamento no campo positivo deste ano", afirmou Macedo.
O pesquisador também destacou que a perda de dinamismo recente aumenta a distância da indústria em relação ao recorde da série histórica, alcançado em maio de 2011.
Segundo ele, esse afastamento já foi maior em outros períodos, como em 2024, e menor em abril deste ano, mas voltou a crescer diante da sequência de resultados negativos observada nos últimos meses.
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