Por Tharuniyaa Lakshmi e Johann M Cherian e Niket Nishant
9 Jul (Reuters) - As ações europeias registraram a primeira alta da semana nesta quinta-feira, quando uma recuperação das ações do setor de tecnologia amenizou preocupações persistentes com a guerra no Oriente Médio.
O índice pan-europeu STOXX 600 subiu cerca de 0,8%, para 640,88 pontos. As ações do setor de tecnologia e de recursos básicos foram as que mais valorizaram, com alta de 2,7% e 3,2%, respectivamente.
“Apesar da queda nos índices de confiança das empresas e dos consumidores desde o início da guerra no Irã, a atividade econômica parece ter se mantido bastante estável”, afirmou Andrew Kenningham, economista-chefe para a Europa da Capital Economics.
A alta na quinta-feira ocorreu após três pregões consecutivos de quedas. A inflação mais moderada e a queda nos preços do petróleo nas últimas semanas haviam levado o STOXX 600 a um recorde na segunda-feira, mas uma nova onda de ataques entre os EUA e o Irã abalou a calma.
Os mercados agora voltarão seu foco para a próxima temporada de divulgação de balanços corporativos, o que pode desviar um pouco a atenção da turbulência geopolítica.
“Os investidores também se tornaram um pouco mais imunes aos acontecimentos (no Oriente Médio), encarando-os como parte do que sempre foi um caminho cheio de altos e baixos rumo a um acordo mais amplo”, disse Fiona Cincotta, analista sênior de mercado da City Index.
As ações das empresas de chips de computador Siltronic, Soitec e ASML subiram 13,4%, 5,9% e 4,8%, respectivamente.
O otimismo global foi impulsionado por uma notícia de que a China poderá permitir que empresas nacionais de IA tenham acesso limitado aos chips H200 da Nvidia, líder em IA, sugerindo que a demanda por infraestrutura de IA poderia receber um impulso.
As ações espanholas tiveram desempenho superior ao da região, subindo 1,1% em relação ao menor patamar em três semanas registrado na quarta-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Espanha foi “muito generosa” após ele ter ameaçado interromper o comércio com o país.



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