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Santander Brasil anuncia saída do CEO Mario Leão, que será substituído por Gilson Finkelsztain

O presidente do Santander Brasil, Mario Leão, deixará o cargo até julho, após quatro anos no posto, confirmou a instituição financeira em fato relevante divulgado nesta quinta-feira, 19. Leão será substituído pelo atual CEO da B3, Gilson Finkelsztain, no momento em que o terceiro maior banco privado do País conduz uma transição para uma carteira de crédito mais seletiva e rentável.

"A sucessão será conduzida de forma transparente e organizada e contará com a participação direta de Mario Leão, que seguirá liderando o Santander Brasil até a conclusão do processo, prevista para meados de 2026, garantindo, assim, uma transição cuidadosa e estruturada", informou o comunicado assinado pelo diretor de relações com investidores, Gustavo Alejo.

Conforme apurou a Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, no começo do ano, Leão comunicou à matriz espanhola a intenção de renunciar à presidência da subsidiária brasileira por motivos pessoais. O grupo, então, recorreu a Finkelsztain, que no ano passado chegou a ser anunciado para o conselho de administração do Santander Brasil. O executivo ocuparia a posição em paralelo com o comando da B3, mas depois desistiu da nomeação.

Trajetória

Leão lidera o Santander Brasil desde janeiro de 2022, quando sucedeu Sergio Rial. Antes, havia chefiado a divisão de corporate e banco de investimentos da instituição financeira, além de ter passagens por Morgan Stanley, Goldman Sachs e Citigroup.

Como CEO, Leão enfrentou a missão de melhorar a rentabilidade do banco, que ficou sob pressão em meio ao avanço da inadimplência. O retorno sobre o patrimônio (RoE), que chegou a tocar a faixa dos 10% em meados de 2023, voltou a 17,6% no quarto trimestre do ano passado. A meta é levar o indicador à casa dos 20% até 2028, como parte do plano estratégico anunciado no mês passado pela matriz.

Pela estratégia capitaneada por Leão até agora, a recuperação deve transcorrer a partir de um gestão de carteira que prioriza linhas mais rentáveis, como pequenas e médias empresas (PMEs) e alta renda, em detrimento da baixa renda. "Este ano, vamos dar um passo importante na jornada de recuperar a rentabilidade, mas ele ainda um ciclo de talvez dois, três anos para ir para o patamar que precisamos", disse Leão a analistas em fevereiro.

O desafio, agora, será transferido para Finkelsztain, que comanda a Bolsa brasileira desde 2017. Antes, o executivo chegou a atuar na mesa de juros do Santander por dois anos, entre 2011 e 2013. Também trabalhou no Bank of America Merryll Lynch, JPMorgan e Citigroup, além da Cetip. A B3 também confirmou a saída dele no final do primeiro semestre, em outro fato relevante.

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