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Temer destaca procura por informações sobre saque de conta inativa de FGTS

BRASÍLIA - Durante o anúncio dos detalhes sobre os saques das contas inativas do FGTS, o presidente Michel Temer disse que o saque das contas inativas do FGTS vai permitir “tranquilidade social”, diante da recessão da economia, do endividamento das famílias e das empresas. Temer destacou que há um grande interesse em torno da medida e que em apenas 10 minutos de funcionamento do novo site da Caixa, criado especificamente para orientar os trabalhadores, foram registrados 480 mil acessos. Segundo o presidente, se todos retirarem os recursos serão injetados na economia R$ 40 bilhões.

— No fim do ano passado, discutimos com injetar valores na economia brasileira e acolher pleitos de muito tempo, como a contas inativas do FGTS. Com a evidente recessão, muitas famílias e empresas endividadas, os saques não só injetariam recursos na economia, mas dariam uma certa tranquilidade social. (...) Em pouco mais de dez minutos, o site já teve 480 mil entradas — disse Temer.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, destacou que a autorização para o saque dos recursos das contas inativas do FGTS representa “sensibilidade” do governo em relação aos trabalhadores que estão endividados, desempregados e pagando juros elevados. Ele lembrou que a ação veio acompanhada de outras medidas como a distribuição de metade do lucro do Fundo com os cotistas e da redução gradual da multa adicional de 10% paga pelos empregadores nas demissões sem justa causa, além de redução das taxas do cartão de crédito.

— É um conjunto amplo de ações que o governo vem tomando de maneira ordenada e eficiente. Demonstra uma grande sensibilidade no momento em que trabalhador se encontra endividado e enfrenta risco de perder o emprego - destacou o ministro.

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu que a liberação do saque dessas contas inativas simboliza uma política com menos peso do Estado. Sem citar nomes, Meirelles atacou políticas econômicas anteriores ao governo Temer, em especial do governo Dilma Rousseff, por serem "centralizadoras". O discurso de Meirelles, pregando o "Estado mínimo", estava na primeira fala do presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, ainda como interino, em maio.

— O Estado começa cada vez mais a não tutelar as pessoas. Isto é, cada um tendo a possibilidade, o direito de alocar os recursos da maneira como ele, ou ela, acha melhor — disse o chefe da Fazenda, contrapondo a medida do governo, de não determinar onde os cidadãos devem aplicar os recursos sacados das contas inativas do FGTS, a governos anteriores:

— Versus uma decisão centralizada de alocação, partindo do pressuposto de que nós (Estado) sabemos mais qual é o interesse de cada um do que o próprio interessado. É uma proposta equivocada que gerou uma série de descaminhos na economia brasileira, e que vivemos hoje essa crise, que está sendo superada firmemente — atacou Meirelles em discurso no Palácio do Planalto, durante cerimônia de anúncio da liberação desses saques.

O ministro ainda disse que os recursos aplicados pelos correntistas beneficiados pela decisão do governo ajudarão a retomar o crescimento da economia.

— Se compararmos o final de 2017 com o final de 2016, teremos previsão de crescimento de 2%.

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