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Tempo em que matriz ajudava subsidiária no Brasil acabou, diz chefe da Mercedes

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após anos, durante a crise e o baixo crescimento, recebendo ajuda das matrizes, subsidiárias de multinacionais no Brasil agora terão que ter fôlego para se manter por si mesmas.

Essa é avaliação do presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Philipp Schiemer, sobre o horizonte para as companhias do setor automotivo no país.

"As indústrias conseguiram sobreviver nos últimos anos por conta da ajuda das matrizes lá de fora. Esse tempo acabou. O mundo lá fora não está fácil", disse Schiemer durante evento à imprensa realizado nesta sexta-feira (31), em São Bernardo do Campo.

A explicação do chefe da companhia alemã é que o cenário do setor automotivo está em transição no mundo todo, com a atenção cada vez mais voltada a carros elétricos e autônomos. Daí os investimentos serem estratégicos.

"O desenvolvimento de carros autônomos e elétricos exige muito investimento. Com isso, o dinheiro fica mais escasso. E eu vou investir onde? Na eletrificação ou em um país que não dá lucro?"

Mesmo chamando atenção para esse cenário, Schiemer se diz otimista quanto à economia o Brasil, com especial expectativa para a construção civil.

"Nossa grande esperança é a construção civil. A partir do segundo semestre já devemos ter um crescimento forte. Mas o pico deve ser em 2021 e 2022", afirmou.

Schiemer prevê para esse ano uma maior participação dos caminhos leves e semipesados nas vendas da companhia. 

Em 2019, os caminhões pesados dominaram as vendas, com participação de 53%, enquanto os semipesados e leves tiveram uma presença de 22% e 25%, respectivamente.

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