O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez sua primeira publicação no Truth Social neste domingo, afirmando que o "desequilíbrio" do dólar canadense em relação ao dólar americano é "inaceitável". "Tem sido assim por anos - mas não mais!", escreveu, em mais um capítulo da escalada de tensões entre Washington e Ottawa nas últimas semanas.
Nos últimos dias, Trump voltou a endurecer o discurso contra o Canadá e defendeu tarifas como instrumento para repatriar empregos e investimentos industriais. Em declarações recentes, afirmou que o país vizinho teria retirado "20%" da indústria automotiva americana e disse que os EUA não querem que carros sejam produzidos no território canadense, argumentando que Washington poderia reduzir a dependência comercial por ter "petróleo, gás e madeira" domésticos.
Do lado canadense, o primeiro-ministro Mark Carney disse que um acordo com os EUA ainda é possível, mas condicionou qualquer entendimento a termos que preservem a competitividade das cadeias automotiva e siderúrgica do Canadá. "Estamos prontos para nos sentar e fechar esse acordo quando os americanos estiverem prontos", afirmou.
A disputa ocorre em um contexto de deterioração no fluxo comercial bilateral. Dados divulgados pela Statistics Canada e citados pela Dow Jones Newswires mostram que o superávit comercial canadense encolheu em julho e que as exportações do país para os EUA recuaram 6,6% no mês - a maior queda desde abril do ano passado -, levando o saldo com o principal parceiro ao menor nível desde fevereiro. Ao mesmo tempo, as exportações para destinos fora dos EUA avançaram e atingiram recorde, reforçando o esforço do governo Carney de reduzir a dependência do mercado americano.



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