O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira, 23, a imposição de uma tarifa de 10% ou 12,5% a 60 parceiros comerciais, sujeita a certas isenções de produtos.
O representante comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, tomou a decisão final, sob a direção do presidente Donald Trump, com base nas investigações da Seção 301, informou o comunicado. A medida é uma resposta ao que o governo americano julga ser atos, políticas e práticas de diversas economias relacionadas à falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição a bens produzidos com trabalho forçado.
"O presidente Trump está pedindo a todos os parceiros comerciais que se unam aos Estados Unidos na eliminação do trabalho forçado das cadeias de suprimentos globais", diz o documento.
A medida aplica-se aos 60 principais parceiros comerciais dos EUA, que representam 99,4% das importações americanas, segundo o comunicado, que lista os produtos que estarão isentos da ação de hoje.
Todos os artigos e partes de artigos sujeitos às tarifas da secção 232 ficam de fora das tarifas. Também não serão atingidos certos produtos que incluem matérias-primas que, se sujeitas às tarifas adicionais propostas, poderiam levar à indisponibilidade do fornecimento interno ficam de fora das tarifas. Também estão isentos produtos que poderiam causar perturbações em toda a economia se sujeitos às tarifas adicionais propostas.
Certos produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos ou obtidos de outras fontes também ficarão isentos. Artigos para os quais as tarifas adicionais podem não contribuir substancialmente para a eliminação dos atos, políticas e práticas considerados passíveis de ação nas investigações também ficam isentos da medida hoje.
A lista completa dos produtos isentos pode ser encontrada no Federal Register, uma espécie de Diário Oficial dos EUA.



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