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Vendas do Carrefour Brasil crescem 5,5% no primeiro trimestre

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SÃO PAULO — O Carrefour Brasil manteve-se na liderança do varejo de alimentos no país no primeiro trimestre do ano. De janeiro a março, a subsidiária da varejista francesa registrou vendas líquidas de R$ 11,8 bilhões, 5,5% mais que um ano antes. Seu principal concorrente, o Pão de Açúcar viu suas vendas líquidas crescerem 7,5%, para R$ 11,3 bilhões, mas ainda abaixo do Carrefour.

Em balanço divulgado nesta terça-feira, o Carrefour Brasil informou que obteve lucro líquido de R$ 280 milhões no trimestre passado, resultado 74% maior que o do mesmo período de 2017, e também superior ao ganho líquido de R$ 156 milhões registrado pelo Pão de Açúcar.

— Avançamos também em nossa estratégia de expansão e crescemos em todos os formatos. Nos últimos 12 meses abrimos 12 novas lojas do Atacadão, 43 lojas de conveniência (Carrefour Express), duas drogarias e dois postos de combustíveis, com um aumento de 5% na área de vendas — destacou Sébastien Durchon, diretor financeiro do Carrefour Brasil.

O executivo destacou que o aumento de vendas da rede se deu em um ambiente de deflação nos preços dos alimentos, de cerca de 4%. Apesar disso, reconheceu, não houve crescimento significativo no fluxo de clientes nas lojas.

— A deflação não resultou numa mudança muito expressiva no comportamento dos clientes — disse.

A varejista informou também que reestruturou toda a sua dívida, que soma R$ 4,1 bilhões, incluídos nesse valor a cessão de recebíveis sobre a vendas.

— Com o IPO (oferta inicial de ações na Bolsa brasileira, em junho de 2017) reduzimos o endividamento total, e transformamos toda a dívida intercompanhia (que tínhamos com a matriz) e dívida local. Além disso, alongamos o perfil de nosso endividamento, que tinha prazo médio de um ano, para três anos agora — disse Durchon.

O executivo informou também que junto com a vendas do e.commerce, o grupo quer ampliar a participação do market place em sua plataforma digital.

— O e-commerce foi o segmento que mais cresceu dentro do varejo da companhia, e já representa 6,3% das vendas — no primeiro trimestre de 2017, respondia por pouco mais de 3% das vendas — disse o executivo, acrescentando que a estratégia é expandir a participação do market place, hoje em 11% das vendas digitais, para 20% até o final do ano.

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