O dólar mostra volatilidade no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 29. A divisa americana passou a subir, alinhada ao exterior em meio à cautela sem uma perspectiva de fim para a guerra no Oriente Médio. Na máxima, registrou R$ 5,001 (+0,37%) por volta das 9h45.
No início da sessão, o sinal de queda predominou frente ao real, diante da escalada do petróleo. O dólar à vista chegou a cair até R$ 4,9795 (-0,06%).
Aqui, a disputa técnica em torno da taxa Ptax de fim de mês, que será definida amanhã, também influencia a volatilidade cambial. O investidor vendido em contratos cambiais (maioria bancos que aposta na queda) tenta puxar a divisa para baixo, enquanto o comprado (apostou na alta) exerce pressão contrária, para cima.
Em abril, o dólar recua 3,5% frente o real e, neste ano, acumula baixa de 9,32%, com o real apoiado no salto do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio e fechamento do Estreito de Ormuz, por onde trafegam 20% do petróleo mundial.
No mercado de juros, as taxas adotam viés de alta com o dólar e retorno dos Treasuries.
No radar estão as decisões de juros do Fed (15h), para a qual se espera manutenção das taxas (3,50% a 3,75%), além de sinais do presidente da instituição, Jerome Powell (15h30). Para a decisão do Copom, a aposta majoritária é de corte de 0,25 pp, a 14,50% ao ano.
No Brasil, o índice de preços ao produtor (IPP) subiu 2,37% em março, após registrar queda de 0,16% em fevereiro.
Já o índice geral de preços - mercado (IGP-M) acelerou a 2,73% em abril, após alta de 0,52% em março, acima da mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, que era avanço de 2,69%, com piso de 1,50% e teto de 3,26%.
No Irã, a moeda nacional, o rial, atingiu mínima recorde nesta quarta-feira, cotada a 1,8 milhão por US$ 1, enquanto um frágil cessar-fogo com os Estados Unidos e Israel se mantém.
Na Alemanha, a prévia da inflação ao consumidor (CPI) subiu 2,9% na comparação anual de abril, em linha com a previsão dos analistas.



