A Volkswagen reiterou a projeção anual, que havia sido reduzida no mês passado, mas afirmou que precisa acelerar a implementação de seus planos de reestruturação diante de ventos contrários em várias frentes. A montadora alemã cortou o guidance de lucro em setembro após sinalizar cerca de 10 bilhões de euros em baixas contábeis neste ano, relacionadas à sua participação na Porsche, às condições difíceis de mercado na China e aos próprios esforços de reestruturação.
A projeção prevê receita de vendas do grupo de cerca de 315 bilhões de euros em 2026, retorno operacional sobre as vendas de até 1% e fluxo de caixa líquido na divisão automotiva entre 3 bilhões e 6 bilhões de euros.
Com o aumento dos desafios globais para a indústria automotiva, a Volkswagen prometeu intensificar medidas para reduzir sua base de custos.
"As tarifas dos EUA pesam sobre nós, o mercado chinês está encolhendo e a pressão competitiva na Europa está aumentando de forma significativa", afirmou o diretor financeiro, Arno Antlitz.
"O desempenho comercial de nossos veículos elétricos exerce pressão adicional sobre o lucro, já que, atualmente, ganhamos menos com veículos elétricos do que com veículos a combustão", disse Antlitz.
O plano original previa um acordo com sindicatos para cortar 50 mil vagas no grupo na Alemanha até 2030 e reduzir custos. Um plano adicional aprovado no mês passado, porém, eleva a meta para 100 mil demissões e reduz pela metade o portfólio de modelos. A companhia tinha 648 mil empregados em setembro.
Além dos cortes e de uma linha de modelos mais enxuta, a Volkswagen busca simplificar estruturas organizacionais, reduzir custos de produção, diminuir despesas gerais, elevar a eficiência das fábricas e acelerar o desenvolvimento de tecnologia.
A empresa afirmou nesta quinta-feira que, com a divulgação dos resultados do terceiro trimestre e do acumulado de nove meses, o foco agora é a execução rápida e consistente do plano.
"Os resultados dos nove meses deixam uma coisa clara: não podemos perder tempo e precisamos agir com rapidez e decisão", acrescentou Antlitz.
O grupo, que reúne marcas como VW, Audi e Porsche, informou queda de 6,3% na receita do terceiro trimestre, para 75,28 bilhões de euros, enquanto o prejuízo operacional aumentou para 5,86 bilhões de euros. A margem operacional ficou em -7,8%.
Levantamento da FactSet com analistas apontava expectativa de prejuízo operacional de 5,79 bilhões de euros, sobre receita de 78 bilhões de euros.
O resultado do trimestre foi afetado por custos não recorrentes de 7,8 bilhões de euros ligados às baixas contábeis já mencionadas e a despesas associadas à venda planejada da fábrica de Osnabrueck. Também pesaram o mercado chinês fraco, a intensificação da concorrência e da pressão sobre preços globalmente e a maior participação de veículos elétricos nas vendas, com margens menores.
As entregas de veículos no terceiro trimestre caíram 14%, para 1,89 milhão de unidades. A Volkswagen espera entregar cerca de 8,2 milhões de veículos neste ano, ante 9 milhões em 2025, principalmente por causa do forte recuo na China. Fonte: Dow Jones Newswires .
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
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