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Ufam aplica inteligência artificial para medir potencial de patente em pesquisas de biotecnologia

Tese de doutorado do PPGBiotec usou inteligência artificial para classificar pesquisas da universidade pelo potencial de virar patente.

Ufam aplica inteligência artificial para medir potencial de patente em pesquisas de biotecnologia
Pesquisa científica em laboratório (imagem ilustrativa)

Uma tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) mostrou como a inteligência artificial pode ajudar a identificar, entre as pesquisas científicas produzidas no Brasil, quais têm maior chance de se transformar em patentes. O trabalho foi apresentado nesta terça-feira (3) em uma jornada científica híbrida promovida pela Pró-Reitoria de Inovação Tecnológica (Protec) da universidade, com transmissão simultânea pela internet.

Autor da pesquisa, o engenheiro e administrador Wilson Kume é agora doutor em Gestão da Inovação em Biotecnologia pela Ufam. Em sua tese, ele mapeou instituições de ensino superior brasileiras que desenvolvem pesquisas na área de biotecnologia com potencial de gerar patentes e aplicou um método batizado de "análise de valores de dados" para comparar o que cada instituição produz com os insumos que recebe.

A partir dessa metodologia, Kume também usou inteligência artificial para classificar as próprias pesquisas do PPGBiotec segundo o potencial de patenteamento e o grau de maturidade de cada uma. A ideia é dar à comunidade acadêmica uma ferramenta capaz de apontar quais estudos têm mais chance de se tornar um ativo biológico, passar por transferência de tecnologia e gerar benefícios econômicos e sociais a partir da pesquisa feita na universidade.

Durante o evento, o pró-reitor de Inovação Tecnológica, Dalton Vilela Júnior, destacou que a iniciativa nasceu do potencial do trabalho para apoiar o levantamento de dados da própria comunidade acadêmica e ajudar a entender a capacidade da Ufam de gerar propriedade intelectual. Já Maria do Perpétuo Socorro Lima Verde Coelho, do setor de Gestão do Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado da Protec, afirmou que a pró-reitoria pretende compartilhar os resultados com a comunidade acadêmica e dar continuidade a iniciativas semelhantes.

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