Início Eleições 2026 A escalação de craques que trocou o gramado pelo palanque em 2026
Eleições 2026

A escalação de craques que trocou o gramado pelo palanque em 2026

A escalação de craques que trocou o gramado pelo palanque em 2026
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O futebol brasileiro montou um time completo para as eleições de 2026. Ídolos das arquibancadas, dirigentes e um dos treinadores mais vitoriosos do país aparecem na lista de candidatos que tentam converter popularidade esportiva em votos. Estão na disputa Edmundo, Luís Fabiano, Washington "Coração Valente", Marcelinho Carioca, Vanderlei Luxemburgo, Alexandre Kalil, Marcos Braz e Alexandre Finazzi — nomes ligados a clubes como Vasco, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Fluminense, Palmeiras e Atlético Mineiro, concorrendo a cargos que vão de deputado distrital a governador e senador.

Na Câmara dos Deputados, a concorrência entre ex-atacantes é acirrada. Edmundo, o "Animal", disputa vaga pelo PSDB no Rio de Janeiro e declarou que pretende atuar em Brasília em defesa do Vasco da Gama, clube que levou ao título brasileiro de 1997 como artilheiro do campeonato. Em São Paulo, Luís Fabiano concorre pelo MDB apresentando como bandeiras o esporte, a saúde preventiva e a inclusão digital para jovens — sua candidatura ganhou repercussão depois que o cadastro eleitoral registrou por engano sua orientação sexual como "assexual", erro admitido e corrigido pelo partido. Também pelo MDB paulista, Alexandre Finazzi, ex-atacante de Corinthians, Ponte Preta, Athletico-PR e Fortaleza, tenta uma cadeira. Washington "Coração Valente", que já foi secretário nacional de Esporte e deputado federal suplente pelo Rio Grande do Sul, promete criar oportunidades para jovens por meio do esporte. E no Distrito Federal, Marcelinho Carioca, o "Pé de Anjo" do Corinthians, adotou o trocadilho inevitável como slogan de campanha pelo Republicanos: "Se falta, eu cobro!".

A disputa também alcança cargos majoritários. Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético Mineiro e ex-prefeito de Belo Horizonte, concorre ao governo de Minas Gerais pelo PDT — sua projeção nacional começou justamente na gestão que rendeu ao clube a primeira Libertadores, em 2013, com Ronaldinho Gaúcho como estrela. Já Vanderlei Luxemburgo, o "Pofexô", tenta uma vaga no Senado pelo Podemos no Tocantins, estado onde mantém negócios. Pentacampeão brasileiro como treinador e com passagens por Palmeiras, Corinthians, Santos, Cruzeiro, Flamengo, Atlético-MG, Seleção Brasileira e Real Madrid, ele já havia sondado uma candidatura ao Senado em 2022, quando estava no PSB, sem que a pré-candidatura avançasse.

Do lado dos dirigentes, Marcos Braz busca a reeleição pelo PSDB no Rio de Janeiro, após assumir mandato na Câmara em maio de 2026. Ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, ele ficou conhecido pela montagem dos elencos campeões da Libertadores em 2019 e 2022, mas também protagonizou episódio polêmico em 2023, quando foi acusado de morder a virilha de um torcedor durante uma briga em um shopping. O fenômeno não é novidade na política brasileira — converter reconhecimento público em capital eleitoral é estratégia antiga —, mas o tamanho da escalação chama atenção nesta eleição, reunindo campeões brasileiros, vencedores da Libertadores, um jogador de Copa do Mundo, dirigente e técnico.

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