A crise instalada no Supremo Tribunal Federal chegou ao centro da disputa presidencial. O impasse começou com a divulgação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e escalou com decisões contraditórias de ministros sobre o comando da Polícia Federal.
Na terça-feira (8), o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Mendonça alegou que a corporação produziu relatórios paralelos sobre sua atuação no caso Banco Master, prática que chamou de arapongagem institucional. Na quarta (9), Flávio Dino mandou reintegrar os dois, antes de o presidente da Corte se pronunciar.
Edson Fachin retirou a investigação sobre Mendonça de outras instâncias, avocou os próximos passos para a Presidência do STF e abriu prazo de cinco dias úteis para manifestações de Mendonça, Moraes, da Procuradoria-Geral da República e da PF. A Advocacia-Geral da União recorreu da decisão de Dino, sob o argumento de que nomear e exonerar o diretor-geral cabe ao presidente da República.
Em Juiz de Fora, em compromisso de campanha, Flávio Bolsonaro disse que o país virou várzea e está sem presidente, classificou a decisão de Dino como canetada ao arrepio da Constituição e pediu que Fachin suspendesse a liminar em sessão pública. Lula reagiu pelas redes, chamou o caso de maior crime financeiro da história do Brasil, pediu a quebra completa dos sigilos e criticou os vazamentos seletivos que, segundo ele, afetam a disputa eleitoral.




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