Oito mensagens e áudios trocados pela lobista Roberta Luchsinger entre 2023 e 2024 mostram que ela se referia a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como sócio ao falar com terceiros. Os registros contrariam o depoimento que ela deu à Polícia Federal em maio deste ano, quando descreveu a relação com o filho do presidente Lula como uma simples amizade.
Em um áudio de 10 de janeiro de 2024, Roberta cita uma empresa que teria em sociedade com Fernando Bittar e Fábio. Em outra mensagem, de 25 de junho do mesmo ano, ela apresenta o interlocutor como "meu sócio" e o identifica como filho do presidente. Há ainda trechos em que ela menciona viagens ao lado dele e repete a mesma expressão para descrever o relacionamento comercial, em registros que vão de outubro de 2023 a junho de 2024.

Print de mensagem de WhatsApp em que Roberta Luchsinger se refere a Lulinha como sócio
O caso ganhou força depois que o próprio presidente Lula negou publicamente, em 27 de agosto, conhecer Roberta Luchsinger. Ela, Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal que apuram suposto tráfico de influência no Ministério da Saúde envolvendo medicamentos à base de cannabis, além de repasses a pessoas próximas ao presidente e influência na Dataprev. Lulinha mora na Espanha desde meados de 2025.

Outro print de mensagem em que Roberta Luchsinger trata Lulinha como sócio
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