O candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), apresentou uma proposta voltada à regionalização da saúde pública no Estado. O plano prevê a instalação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a estruturação de polos regionais para atendimentos de média e alta complexidade fora de Manaus, buscando descentralizar o acesso aos serviços médicos.
A iniciativa busca combater o cenário apontado pelo diagnóstico do plano estratégico, que revela uma forte concentração de serviços especializados na capital:
Desertos Assistenciais: O estudo aponta que 44 dos 62 municípios amazonenses sofrem com insuficiência de leitos, carência de médicos e demora no atendimento.
Situação Crítica: Desse total, 29 cidades são classificadas em situação de "Deserto Crítico".
Isolamento geográfico: Cerca de 52,3% da população do interior vive a mais de quatro horas de distância do serviço de saúde especializado mais próximo.
"Reduzir os desertos assistenciais é transformar quilômetros de isolamento em caminhos reais de acesso à saúde", destaca o plano de governo.
Para reverter esse quadro, a estratégia prevê a implantação ou ampliação de hospitais em municípios-polo, selecionados com base em critérios como população atendida pelo SUS, tempo de deslocamento e perfil epidemiológico.
Essas unidades contarão com:
Leitos de UTI (incluindo assistência neonatal, para suprir o déficit atual);
Maternidades, centros cirúrgicos e blocos obstétricos;
UPAs sub-regionais em cidades com alta demanda de urgência e emergência.
Durante a campanha, Omar Aziz anunciou planos para a construção de oito hospitais regionais, com destaque para unidades de 150 leitos em Parintins — para atender como referência no Baixo Amazonas — e em Coari.
Outro foco da proposta é diminuir a pressão sobre o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e as remoções para Manaus. Dados do Sisreg-AM apontam que mais de 95 mil pacientes do interior possuem demandas ativas no sistema.
A meta da campanha é reduzir progressivamente esses deslocamentos por meio da estruturação da rede regional, unindo a oferta de leitos críticos à expansão de serviços como a telessaúde.



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