A disputa presidencial chegou ao cenário mais apertado do ano na última rodada da pesquisa Quaest com números divulgados. No confronto de segundo turno, Lula aparece com 42 por cento e Flávio Bolsonaro com 41 por cento, diferença de um ponto que configura empate técnico. Brancos e nulos somam 13 por cento e os indecisos, 4 por cento. Na rodada anterior, divulgada em 14 de agosto, Lula tinha 43 por cento e o senador, 40 por cento, o que indica um estreitamento da vantagem.
Nos demais cenários de segundo turno, o petista mantém dianteira mais confortável. Ele marca 44 por cento contra 33 por cento de Romeu Zema, 43 por cento contra 36 por cento de Renan Santos, 42 por cento contra 37 por cento de Ronaldo Caiado e 40 por cento contra 34 por cento de Augusto Cury. No primeiro turno estimulado com Pablo Marçal, Lula tem 37 por cento, Flávio Bolsonaro 30 por cento e Augusto Cury 10 por cento, seguidos de Renan Santos com 3 por cento e de Caiado, Zema e Marçal com 1 por cento cada. Sem Marçal na lista, Flávio marca 29 por cento e os demais praticamente não se movem.
O levantamento também mediu rejeição e avaliação do governo. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 55 por cento dos entrevistados e Lula por 53 por cento, seguidos de Marçal com 44 por cento, Caiado com 40 por cento e Zema com 38 por cento. O trabalho do presidente é desaprovado por 48 por cento e aprovado por 45 por cento, contra 46 por cento de aprovação na rodada anterior. Na avaliação da gestão, 35 por cento consideram ótima ou boa, 25 por cento regular e 37 por cento ruim ou péssima.
A pesquisa foi divulgada em 2 de setembro, com entrevistas presenciais realizadas entre 30 de agosto e 1º de setembro. Foram ouvidos 2.004 eleitores a partir de 16 anos, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95 por cento. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-07065/2026 e a contratante é a TV Globo. Uma nova rodada, com coleta entre 3 e 6 de setembro e mesmo tamanho de amostra, está prevista para divulgação e será a primeira a medir o efeito da crise instalada no Supremo Tribunal Federal.



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