A Fundação Hospital do Coração Francisca Mendes (FHCFM), em Manaus, consolidou um avanço histórico na cardiologia pediátrica do Amazonas ao registrar uma taxa de sobrevida de 93,75% em cirurgias de alta complexidade. O resultado é impulsionado pelo Telemonitoramento do Ato Cirúrgico (TAC), tecnologia que permite a especialistas do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, acompanhar procedimentos infantis em tempo real.
O governador Roberto Cidade visitou a unidade nesta quinta-feira (06/08) para vistoriar a aplicação da ferramenta e o atendimento a três crianças — com idades entre 1 ano e meio e 4 anos — que passaram por correções de cardiopatias congênitas nesta semana. Com os novos casos, o número de cirurgias assistidas pelo sistema chega a 22 desde a sua implantação.
O sistema utiliza câmeras estratégicas no Centro Cirúrgico para transmitir as operações, permitindo consultoria técnica simultânea para cirurgiões, anestesistas e enfermeiros locais.

"Não é simplesmente operar, você precisa melhorar a estrutura e capacitar a equipe multiprofissional. É dessa forma que vamos ter um resultado positivo", afirmou o secretário de Estado de Saúde, Luis Alberto Saraiva.
A iniciativa integra o Projeto Congênitos, executado via PROADI-SUS em parceria com o HCor. Nesta etapa, os procedimentos contaram com a presença do renomado cirurgião cardiovascular Dr. Marcelo Biscegli Jatene.
Para a diretora-presidente da FHCFM, Roberta Nascimento, o reconhecimento nacional e a inclusão no projeto refletem os recentes investimentos do Governo do Estado na modernização do centro cirúrgico. Já o governador destacou o impacto humanizado da gestão: "Em menos de dois meses, entregamos a reforma e a ampliação. Cirurgias como essas mudam a vida das crianças".
A linha de cuidado da unidade abrange desde o diagnóstico por teleecocardiograma até o pós-operatório na UTI Pediátrica, que conta com visitas estendidas das 11h às 20h. O suporte especializado tem gerado alívio para famílias que buscam tratamento na capital, como o azulejista Alailson Santos, de 44 anos, morador de Coari e pai de um dos pacientes operados:
"Este é um hospital em que a gente confia muito. O atendimento nos deixou mais tranquilos e nos dá confiança. Eles são como anjos aqui na Terra", declarou.



