O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (6), em entrevista ao g1 e à GloboNews, que pretende promover um "choque fiscal" caso seja eleito. Entre as principais propostas, estão a privatização da Petrobras, a redução do número de ministérios e reformas administrativa e previdenciária.
Segundo Zema, as medidas seguem o modelo adotado durante sua gestão em Minas Gerais. Ele afirmou que pretende economizar cerca de R$ 1 trilhão em 20 anos e disse acreditar que o plano contribuirá para reduzir a taxa de juros.
"Primeiro, eu quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras. Em Minas Gerais, nós privatizamos 118 empresas. Vamos fazer uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária e vamos melhorar os programas sociais".
O candidato também defendeu mudanças no Judiciário, como a adoção de uma lista tríplice para indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além do uso da inteligência artificial para aumentar a produtividade e reduzir gradualmente o número de juízes.
“Eu gostaria muito que nós já fizéssemos essa mudança, que a OAB, o Superior Tribunal de Justiça, o Ministério Público Federal e o Senado colaborassem na elaboração dessa lista [para o STF]. Eu quero é tirar do presidente esse poder que dá a ele, se quiser, até nomear o irmão e o filho. O que eu acho que é um absurdo.”
Durante a entrevista, Zema voltou a comentar o caso Master, negou ter recebido doações da família Vorcaro e afirmou que o Novo poderá devolver a contribuição feita ao partido em 2022.
Ao falar sobre a corrida presidencial, o ex-governador disse que o baixo desempenho nas pesquisas não o preocupa e comparou a disputa de 2026 à eleição de 2018, quando foi eleito governador de Minas Gerais apesar de aparecer atrás nas intenções de voto.


