Espaço Crítico

Placar: seis a um

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Por Flávio Lauria
30/05/2026 15h45 — em Espaço Crítico

Aproveitando a época da Copa do Mundo, e ao contrário do fatídico sete a um, no dia oito de julho de 2014 imposto ao Brasil na Copa do Mundo pela Alemanha, lembrei de do que diz uma lenda que na década de 1960 nasceu uma geração de jogadores de futebol que encantou o Mundo. Um grupo vestido de branco com detalhes negros, atuando em número de onze, quando de suas apresentações.

Dizem que nos treinos e mesmo nos jogos o número era maior. Embalados por partidas e treinos, esse time se tornou respeitado e temido por seus adversários. Diz ainda a lenda que nasceu na cidade de Santos-SP e tinha Pelé em sua escalação. Só podia ser lenda - ou será que Pelé é nome de gente? Claro que não. Quem viu (e eu tive o privilégio de ver algumas vezes no Maracanã) garante que não existirá nada igual na face da terra ou que nada daquilo era real.

Dizem até que os adversários faziam parte da coreografia, completavam o espetáculo e eram mesmo as peças mais importantes. Sem eles não haveria nada. Imaginar um drible sem o marcador atônito, desequilibrado, no chão. O espetáculo necessita tanto dos opressores quanto dos oprimidos.
Reproduzo a seguir, espero que na forma mais exata, uma história que foi narrada, a mim, por um dos melhores meias que o Brasil conheceu. Jogando em São Paulo, estava, como todo o seu time, disputando o Campeonato Paulista, e era chegada a hora de enfrentar o Santos - leia-se Pelé e companhia.

Diz então o meia-de-ligação que o quadro estava pronto, concentrado, e aguardando, quando chega um diretor do clube e pede que os jogadores o acompanhem para uma inusitada embaixada - visitar uma famosa mãe-de-santo.Todos a postos, diante da mãe espiritual, desencabula o diretor e esclarece que no dia seguinte o time do Santos e o do Botafogo de Ribeirão Preto iriam para a arena. A mãe-de-santo garante que nada existe para se temer, bastando para tanto que o nome daquele jogador que não deveria fazer uma bela exibição fosse colocado em um papel.

Por cautela, colocaram o nome dos onze titulares do Santos. Imediatamente, a mãe-de-santo os dobrou, colocando-os num envelope, costurando-o, em seguida. Finda a operação, asseverou: "Estão todos amarrados, sigam sossegados".

Placar: Santos-6, Botafogo-1, quatro gols do Pelé.

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Flávio Lauria possui graduação em Administração pela Escola Superior Batista do Amazonas(1982) e especialização em Intensivo de Pós Graduação Em Adm. Pública pela Escola Brasileira de Administração Pública(1993). Atualmente é PROFESSOR da Escola Superior Batista do Amazonas e professor titular da Faculdade Nilton Lins. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Administração de Empresas.

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