O que ocorreu no nosso Supremo Tribunal Federal, que encobre os erros de seus ministros, concede liminares absurdas, e quando do episódio da aprovação da taxação dos inativos, fechou aquela maldita Reforma da Previdência?
Os velhinhos aposentados do Brasil inteiro estavam convictos de que teriam a proteção mais do que justíssima do STF – último patamar de esperança de todo cidadão, principalmente o marginalizado. No entanto, coitados, qual nada. Somente comemoraram até quando o placar marcava quatro votos contra a taxação e apenas um a favor.
Um ministro pediu vistas do processo e o levou debaixo do braço. Patere legem quam facisti (Respeite a lei que fizeste). Esquisito, não? E logo se trancaram aqueles onze (agora dez) vestais na mais precisa eutanásia da coragem e personalidade reinantes em suas vidas, gerando para todo povo brasileiro um arrepiante descrédito naquele Poder e, como sequela, um desabonador silêncio para a Nação. Nunca o silêncio dos inocentes, pelo amor de Deus, mas aquele mistificado como resguardo comum a detentores de caras lisas.
É bom nem imaginar que o tal mensalão da compra de votos e favores criado nas tapadeiras do PT e nas antessalas do Planalto possa ter atingido as barbas daquela imponente e respeitável instituição. Ou chegaremos ao fundo do poço. E agora? Tem bububu no bobobó também em tudo que é órgão oficial, empresas estatais – economia mista ou fundação, enfim, atingindo todas as veias sociais, populares, sim sinhô.
Estoura a crise de safadagem no futebol, especificamente no setor de arbitragem. Quadrilhas de apostadores, eletrônicos ou virtuais, cibernéticos ou robotizados, pouco importa. Juízes comprados para mudar resultados de jogos, fazendo a torcida de boba, jogadores de corpos-moles, técnicos burros, e pior, jogando toda a classe de árbitros à galhofa pública e, de agora em diante, mesmo com o VAR, não acredito na honestidade.
Embora, é bom lembrar, que essa tal compra de juízes de futebol vem de muito tempo atrás. Dizem os mais velhos – experientes dirigentes de clubes – que essa prática é antiga e os autores eram os próprios dirigentes e até presidentes de federações em ações às vezes comuns aos seus interesses. Por que os clubes do Norte e Nordeste nunca tiveram vez frente aos congêneres do Sul e Sudeste nas decisões nacionais? A verdade é que a gatunagem é incrível no nosso solo pátrio e a corte brasileira está encurralada.
A propósito uma das maiores garfadas no futebol, aconteceu na Copa deste ano, a Croácia foi injustamente tirada da Copa do Mundo, por um erro(ou não) do juíz, que deu pênalti a favor de Portugal. E, quase esqueço, quanto a vergonhosa arbitragem de Vasco e Flamengo, no jogo do campeonato carioca de 2014, sendo o Vasco roubado descaradamente pelo juíz Márcio de Lima Henrique, e agora Trump, mandando retirar um cartão vermelho de um jogador da seleção dos EUA, e a subserviente FIFA, obedeceu.
Espaço Crítico
Flávio Lauria possui graduação em Administração pela Universidade Federal do Amazonas, mestrado em Administração Pública também pela UFAM e doutorado pela Universidade de Barcelona na Espanha. Foi Secretário Municipal de Administração, Diretor de Planejamento do Tribunal de Contas do Amazonas, e atualmente é Consultor de Empresas com ênfase em Planejamento Estratégico.
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