O volume de vendas do comércio varejista do Espírito Santo recuou 3,8% em agosto na comparação com julho, a maior queda entre as 27 unidades da federação, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No recorte do varejo ampliado, que soma veículos, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo, o estado também liderou as perdas mensais, com retração de 4,9%. Na comparação com agosto do ano passado, o varejo ampliado capixaba acumula queda de 4,6%, uma das piores do país, enquanto o comércio varejista nacional avançou apenas 0,1% no mês e 0,4% no acumulado de doze meses, conforme o IBGE.
O resultado negativo no estado contrasta com o desempenho de Rondônia, Amapá e Pernambuco, que puxaram a média nacional para cima no período. No Brasil, 14 das 27 unidades da federação tiveram alta nas vendas do varejo em agosto ante julho, enquanto 12 registraram queda e uma, Roraima, ficou estável.
Entre as atividades, a maior retração nacional ficou com móveis e eletrodomésticos, setor mais sensível ao crédito, que recuou 4,2% no mês, e com hiper e supermercados, com baixa de 0,3%, o que ajuda a explicar por que estados com varejo mais dependente de bens duráveis financiados, caso do Espírito Santo, sentem primeiro o aperto no bolso do consumidor.
Aviso