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2 - Presidente do comitê deu destaque ao judô no esporte nacional

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Paulo Wanderley Teixeira, 70, nasceu em Caicó (RN), e se mudou com a família aos 5 anos para Vitória (ES), onde começou a treinar judô. Graduado em educação física em 1972, assumiu o comando técnico da seleção de judô em 1979 e era o treinador de Rogério Sampaio na conquista do ouro em Barcelona-1992. Chefiou a federação da modalidade no Espírito Santo e comandou a confederação brasileira de 2001 a 2017. Nesse período, o Brasil conquistou 12 medalhas olímpicas no judô, o que o colocou em evidência e fez com que se tornasse vice-presidente do COB na última eleição de Carlos Arthur Nuzman, em 2016. Nuzman dizia que Wanderley estava sendo preparado para substituí-lo, o que acabou ocorrendo de forma inesperada, já no ano seguinte. Com a prisão e renúncia de Nuzman em outubro de 2017, o vice foi alçado ao comando do COB. A troca levou o judô ao protagonismo da política olímpica nacional, papel ocupado pelo vôlei nas últimas décadas. Rogério Sampaio tornou-se diretor-geral da entidade e homem de confiança de Paulo Wanderley. Ao longo da campanha, o presidente o destacou para ajudá-lo a melhorar sua imagem diante da Comissão de Atletas (Cacob), que em dezembro de 2019 enviou carta com críticas ao presidente agora reeleito. No fim do ano passado, Wanderley convocou uma assembleia-geral com o objetivo de fazer mudanças sensíveis no estatuto da entidade, mas enviou a minuta apenas na noite anterior à votação. Havia propostas para eliminar o cargo de gerente de compliance e tirar poderes do Conselho de Ética, responsável por apurar denúncias no COB, inclusive as ligadas à diretoria. Também excluia 1 dos 2 votos da Cacob no Conselho de Administração. Na assembleia, 7 dos 12 integrantes da comissão ajudaram a barrar as mudanças, algo que provocou desgaste ao mandatário, mas que ele conseguiu reverter a tempo de garantir um próximo mandato. "Esse foi um ponto polêmico na gestão do Paulo Wanderley, deixamos isso claro na assembleia e ele sabe disso", disse o presidente da Cacob, Tiago Camilo, antes da eleição.

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