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Atlético-MG, Grêmio e Bahia saem na frente na briga pelos estaduais

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Em Minas Gerais, a final entre Cruzeiro e Atlético-MG sintetizou conceitos de jogo distintos e discutidos em todo o mundo. Um dos times com futebol mais vistoso do Brasil, que persegue um estilo de construção de jogadas, o Cruzeiro foi presa fácil de um Galo voador. Pelo alto, o Atlético-MG fez 3 a 1 e tirou do rival a vantagem do empate pela melhor campanha na primeira fase. Ricardo Oliveira, duas vezes, e Adilson, aproveitaram jogadas aéreas para resolver a partida no primeiro tempo. Sempre em busca de um jogo criativo, o Cruzeiro foi anulado, e só conseguiu diminuir no fim com Arrascaeta, em tabela entre Mancuello, Sassá e Thiago Neves.

Nada que se compare à eficiência dos cruzamentos de Otero, garçom das três finalizações que resultaram em gol no Independência. Na próxima partida, no Mineirão, o Cruzeiro precisa vencer por 2 a 0, e ficou no lucro. Não fosse o goleiro Fábio, o Atlético-MG teria ampliado a vantagem. Caso se repita o resultado, a Raposa é campeã. O resultado do primeiro encontro deu moral ao Galo, que não fez uma primeira fase de encher os olhos, mas na hora do clássico se saiu melhor, com uma estratégia de marcação recuada e jogadas pelos lados para provocar as bolas aéreas.

— Fomos precisos nas oportunidades que tivemos e conseguimos boa vantagem, mas temos que ter responsabilidade — pediu o goleiro Victor.

— É um gol que deixa aberta a final. O Atlético-MG nos venceu com mérito. Eles voltaram da parada técnica e nós ficamos. Tomamos os gols da maneira que sabíamos que poderíamos tomar — resumiu o técnico Mano Menezes.

Na disputa por espaços, o Atlético-MG começou bem melhor. Com marcação mais acertada, e jogadores que combatiam e apoiavam o ataque, o time do técnico Thiago Largui pareceu mais disposto à vitória e mais efetivo nas jogadas. Tanto que emplacou os três gols um atrás do outro. Aos 36, 41 e 45 minutos. Ricardo Oliveira, de joelho e de cabeça, e Adilson, que desviou também bola alçada por Otero. Quando se deu conta do que se passava, o Cruzeiro já estava quase levando uma goleada sem conseguir reagir. Thiago Neves e Rafinha foram muito bem marcados.

Na etapa final, Mano Menezes colocou os jogadores que fariam a tabela do único gol do Cruzeiro. Sassá, Mancuello, Thiago Neves e Arrascaeta conseguiram uma única jogada de perigo real, convertida em gol pelo uruguaio. Sassá teve outra chance na sequência, mas estava impedido. O Atlético-MG se fechou ainda mais e saiu em contra-ataques perigosos. Provou que se não fez uma boa campanha, é capaz de lutar pelo título com vontade e humildade diante de um elenco cruzeirense com mais opções de talento e técnica.

Em Porto Alegre, o Grêmio de Renato Gaúcho goleou o Brasil de Pelotas e colocou uma mão na taça do Campeonato Gaúcho. Everton, em duas assistência de Jael, Alisson e Ramiro anotaram os gols gremistas na goleada por 4 a 0 na Arena do Grêmio. O jogo de volta será disputado no próximo domingo, no estádio Bento Freitas.

Com quase 40 mil pessoas na Arena Fonte Nova, o Bahia de Guto Ferreira bateu o Vitória por 2 a 1 e jogará por um empate no próximo domingo, no Barradão, para ficar com o título baiano de 2018. Edigar Junio e Vinícius balançaram as redes para os mandantes, Luan descontou para o Rubro-Negro.

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