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Polícia de SP prende suspeito de matar fundador da Mancha Verde

SÃO PAULO. Policiais de São Paulo prenderam na noite de terça-feira, em Osasco, na Grande São Paulo, o principal suspeito de matar o fundador da Mancha Verde, ex-torcida organizada do Palmeiras, Moacir Bianchi.

Marcello Ventola, mais conhecido como Marcelinho, era um dos homens mais procurados pela polícia paulista. Ele estava foragido desde março, quando a Justiça decretou sua prisão preventiva. As informações são da TV Globo e da Globonews. Existem outros dois suspeitos de participação no crime. Marcelinho foi levado à sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) na capital paulista. Depois ele deve ficar preso na Delegacia de Santa Cecília, no Centro.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ainda não confirmou a prisão e nem se manifestou sobre o assunto.

Segundo as investigações, foi Marcelinho quem disparou 22 vezes contra Moacir Bianchi no último dia 2 de março, em uma emboscada no bairro do Ipiranga, Zona Sul da capital paulista.

Após o crime, a torcida resolveu encerrar suas atividades.

Marcelinho já foi condenado a quase 40 anos de prisão por diversos crimes e estava em liberdade provisória quando, de acordo com a polícia, cometeu o crime. O suposto atirador, que não está no cadastro dos associados da Mancha, queria ser um dos diretores da torcida. Bianchi teria sido contra e dito que, como fundador, não permitiria que ele assumisse o cargo.

Para a polícia, três pessoas participaram da execução. Um segundo suspeito, que seria o motorista do carro onde estava Marcelinho, também teve a prisão preventiva decretada, mas segue foragido. O nome dele não foi revelado. Investigadores ainda tentam identificar quem dirigia o táxi responsável por bloquear a passagem do veículo da vítima na emboscada.

O crime aconteceu horas depois de uma reunião entre integrantes da Mancha Verde, na sede da torcida, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo testemunhas, Bianchi participou do encontro, que foi marcado por discussões e clima tenso. Uma gravação compartilhada nas redes sociais e atribuída à vítima indica que a organizada enfrentava problemas internos.

Segundo a polícia, após a reunião, Bianchi seguiu para a Rua da Consolação, no Centro da capital, e parou em uma boate onde prestava serviço. O palmeirense saiu de lá por volta da meia-noite com destino à sua casa, mas o trajeto foi interrompido pela emboscada na Avenida Presidente Wilson.

Uma das linhas de investigação estudadas pela polícia é de que a execução de Bianchi esteja ligada ao interesse de uma facção criminosa em assumir o controle da Mancha. A vítima já não fazia parte da atual diretoria, mas, como um dos fundadores, ainda tinha voz ativa na torcida e era contra a integração com o crime organizado.

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