- Por conta da superfície dura e não descamativa dos dentes há uma maior chance de depósitos bacterianos denominados de placa dental ou placa bacteriana ou ainda tártaro dental. A classe bacteriana encontrada com maior frequência nessas placas é a da espécie Streptococcus, encontradas também na pele e membrana mucosa dos tratos respiratório e geniourinário. A microbiota oral permanece em equilíbrio com o hospedeiro e, na teoria os constituintes da placa dental são considerados benéficos para o hospedeiro, pois desempenham papel de proteção contra a colonização por espécies exógenas ou até mesmo produzindo bacteriocinas contra agentes cariogênicos. Essa microbiota se estabelece na película formada nos dentes e de acordo com estudos 3 a 8 horas após a limpeza adequada dos dentes 61-78% dela é constituída por espécies de streptococcus. Posteriormente outros microorganismos colonizam a placa e ultrapassam a contagem de stretococcus produzindo polissacarídeos que atuam como um cimento, mantendo as células aderidas entre si, formando o ecossistema da placa dental. Além das suas propriedades de aderência eles também conseguem escapar dos mecanismos de defesa mediados pela imunoglobulina A, cujas funções incluem a manutenção da integridade das superfícies orais, limitando a aderência microbiana ás superfícies epitelial e dos dentes através da neutralização de enzimas, toxinas e vírus, ou atuando sinergicamente com outros fatores antibacterianos. Referência: ALMEIDA, P. F. et al. Microbiota estreptocócica associada com a formação inicial da placa dental. R Ci Méd Biol, v.1, n.1, p.33-41, 2002. Por Joyce Rouvier
